Maior partido da base do governador Romeu Zema (Novo) e sigla do vice-governador Mateus Simões, o PSD registrou uma defecção na votação que autorizou, em 2° turno, a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Elismar Prado, um dos parlamentares da legenda, opinou pela rejeição ao texto. A sessão aconteceu nessa quarta-feira (17).
O Fator apurou que, no PSD, a posição de Elismar já era esperada. O deputado, que iniciou a trajetória no PT, tem na diminuição das tarifas da Copasa e da Companhia Energética (Cemig) a principal bandeira política. Ele é irmão de Weliton Prado (Solidariedade), que exerce mandato na Câmara dos Deputados.
No 1° turno de votação do projeto de lei da Copasa, Elismar Prado não marcou presença.
Procurado pela reportagem, o deputado disse enxergar com reticência a privatização dos serviços de distribuição hídrica e tratamento de esgoto.
“Entendo que um serviço desses, essencial, não pode ser tratado como mercadoria. O partido respeitou minha trajetória e minha história. Não tive nenhuma cobrança. Votei com liberdade e autonomia, para manter a coerência”, afirmou.
53 votos
Mesmo sem o voto de Elismar, os partidos da base de Zema angariaram 53 votos pela desestatização. E, se um parlamentar de uma legenda situacionista defendeu a rejeição ao texto, um deputado de uma sigla de oposição votou com a coalizão governista: Betinho Pinto Coelho, do PV, que opinou pela venda das ações da companhia.
Para se tornar lei, a privatização da Copasa ainda depende da sanção de Zema. O Palácio Tiradentes deseja concluir o processo de venda de papéis da empresa até abril do ano que vem, quando o chefe do Executivo renunciará ao cargo para cuidar oficialmente da pré-candidatura à Presidência da República.
