O deputado federal André Janones (Avante-MG) sinalizou recentemente a interlocutores que considera, incipientemente, a possibilidade de concorrer ao governo de Minas Gerais no ano que vem. O parlamentar passou a cogitar a hipótese de entrar na disputa pelo Executivo estadual diante da necessidade de garantir um palanque local à campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Um dirigente partidário do leque de aliados do PT, contudo, avalia que o nome de o parlamentar mineiro só poderia ser considerado para o governo em uma ampla lista de nomes aptos a pleitear o cargo caso o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) decida não concorrer.
Janones, aliás, não permanecerá no Avante. O deputado negocia uma mudança de partido e tem, como opções prioritárias, o PDT e a Rede Sustentabilidade. Em 2022, o deputado chegou a lançar formalmente uma candidatura à Presidência, mas, dias depois, deixou o páreo para apoiar Lula.
Pacheco, cabe lembrar, é o plano A de Lula para disputar a sucessão de Romeu Zema (Novo). O senador, contudo, ainda não bateu o martelo a respeito do assunto. O presidente da República planeja uma conversa com o ex-presidente do Congresso Nacional a fim de tratar do tema e, também, da indicação para o Supremo Tribunal Federal (STF), questão que tem Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União (AGU), como favorito.
A indecisão de Pacheco tem feito o PT ficar preocupado e prospectar nomes. Nesta semana, a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais do Palácio do Planalto, Gleisi Hoffmann, sondou a prefeita de Contagem, Marília Campos, sobre eventual disposição de entrar na corrida ao Palácio Tiradentes.
A petista, contudo, sinalizou a Gleisi que sua prioridade, em caso de participação na eleição do ano que vem, é tentar o Senado Federal.
No meio do mês, a ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo (PT), também chegou a ter o nome citado como alternativa a Pacheco.
Paralelamente, Alexandre Kalil (PDT), ex-prefeito de Belo Horizonte, também cotado para disputar o governo, aposta na ministra Cármen Lúcia, do STF, para se cacifar como palanque de Lula no estado. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), pode se transferir para o PSB e também é cotado para representar o bloco ligado ao governo federal na eleição local.
