O deputado federal Junio Amaral (PL) foi o primeiro político mineiro a visitar Jair Bolsonaro (PL) após a decretação da prisão domiciliar do ex-presidente. O encontro ocorreu na tarde desta segunda-feira (11), no condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico, em Brasília, onde ele reside.
Em conversa com O Fator, Amaral contou que o encontro durou cerca de uma hora e meia e que o ex-presidente estava bem fisicamente. O parlamentar disse que preferiu não falar muito de política com o ex-presidente, mas ressaltou que estão com “esperança de que a justiça aconteça”.
“Eu evitei falar sobre política com ele. Foi uma visita do homem para o homem, do amigo para o amigo, e não do político para o político. Claro que tudo o que ele fala sobre política a gente tem que estar muito atento para ouvir, para receber orientações, mas, hoje, esse não foi o caso”, disse.
“O pouco que a gente falou de política demonstra a indignação dele ainda (com a situação atual), mas canaliza essa força de indignação para continuar motivado e na esperança de que, de alguma forma, a justiça aconteça”, completou Junio Amaral.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão domiciliar de Bolsonaro na última segunda-feira (4), com uso de tornozeleira eletrônica. A medida foi adotada por descumprimento de cautelares impostas no âmbito da ação penal que apura a tentativa de golpe de Estado.
Outras visitas
O presidente do PL de Minas, deputado federal Domingos Sávio, também foi autorizado a se encontrar com Bolsonaro. A data definida por Moraes é 18 de agosto, próxima segunda-feira. Assim como Amaral, a visita deve ocorrer entre 10h e 18h.
Domingos foi o segundo parlamentar mineiro a receber aval de Moraes para se reunir com Bolsonaro. Entre eles os dos deputados federais Eros Biondini (PL-MG) e Nikolas Ferreira (PL-MG), e dos deputados estaduais Bruno Engler (PL) e Cristiano Caporezzo (PL).
Desde terça-feira (5), aliados de Jair Bolsonaro têm protocolado pedidos no Supremo para obter autorização de visita. Pela decisão de Moraes, a exceção vale para filhos, cunhadas, netos e netas, que não precisam de autorização prévia.