Com a disputa pelo comando do diretório do Podemos em Minas Gerais ainda em aberto, dirigentes da legenda estudam alternativas para uma eventual migração de seus pré-candidatos a cadeiras na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa (ALMG). Segundo apurou O Fator, integrantes da Família Aro, grupo liderado pelo secretário de Estado de Governo Marcelo Aro (PP) e hoje com influência sobre os rumos do Podemos, têm conversas com a Executiva estadual do Democracia Cristã (DC).
O DC está em modo de espera por causa das articulações de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, para assumir o Podemos no estado. Cunha ainda está filiado ao Republicanos e chegou a um acordo para permanecer na legenda a fim de disputar a reeleição. Uma reviravolta interna, contudo, o fez abrir tratativas com a legenda nacionalmente comandada por Renata Abreu.
Atualmente, o diretório mineiro do Podemos é comandado pela deputada federal Nely Aquino. A reportagem apurou que ela tem convites de PL e PP.
As movimentações são interpretadas como um revés político para o grupo de Aro. Para aliados do pré-candidato ao Senado, perder o comando do Podemos neste momento significaria interromper articulações com pré-candidatos a deputado federal e estadual em diversas regiões do estado.
Em relação ao fundo eleitoral, por exemplo, o DC recebeu nas eleições municipais de 2024 cerca de R$ 3,4 milhões. Já o Podemos ficou com mais de R$ 236 milhões. A quantia destinada a cada legenda é determinada conforme o número de deputados federais eleitos pelas siglas no último pleito.