Prestes a retornar ao Congresso Nacional após suspensão de três meses, o deputado federal André Janones (Avante-MG) já definiu o que fará depois que reassumir o mandato. O Fator apurou que a ideia de Janones é aproveitar os primeiros dias posteriores ao gancho para visitar municípios de Minas Gerais e, junto a lideranças locais, anunciar recursos oriundos de emendas parlamentares.
A volta do deputado federal acontecerá nesta quinta-feira (16). A Secretaria-Geral da Câmara dos Deputados, inclusive, já encaminhou um comunicado a Janones informando que o retorno dele ao sistema da Casa se dará de forma automática, depois que os relógios de Brasília (DF) marcarem 0h de amanhã.
A suspensão de Janones aconteceu a reboque de uma decisão tomada em julho pelo Conselho de Ética da Câmara. Por 15 votos a 3, o colegiado aprovou a suspensão cautelar do mandato do parlamentar, e concordou com a abertura de um processo de cassação.
Defesa nega acusações
As punições foram pleiteadas por causa de manifestações proferidas durante um discurso de Nikolas Ferreira (PL-MG). A postura de Janones foi interpretada como ofensiva ao colega pelo comitê de Ética. O PL acusa o político do Avante de cometer homofobia.
A defesa de Janones, por sua vez, nega as alegações. Segundo os advogados do denunciado, não há provas de que o parlamentar tenha ofendido o colega ou prejudicado seu discurso.
Ainda conforme a defesa, durante o momento em que, segundo o PL, aconteceram as ofensas, Janones apenas gravava um vídeo para suas redes sociais do plenário da Casa.
“A própria representação admite que não era possível ouvir o que o representado dizia”, sustentam os advogados.
Nessa terça-feira (14), aliás, o Conselho de Ética ouviria Janones e as testemunhas indicadas por ele para participar do processo de análise da denúncia. No entanto, o relator, Gustinho Ribeiro (Republicanos-SE), não compareceu, ocasionando o cancelamento das oitivas.
Flerte com o PDT
Embora ainda esteja filiado ao Avante, Janones negocia uma mudança para o PDT na janela partidária do ano que vem.
A transferência é um desejo do presidente nacional dos trabalhistas, Carlos Lupi.
