O que levou Tadeuzinho a se candidatar ao TCE de Minas

Presidente da Assembleia formalizou sua candidatura ao cargo na Corte na tarde dessa segunda-feira (24)
O cargo é de indicação da ALMG, que tem direito a quatro assentos dos sete que compõem o Tribunal. Foto: Alexandre Netto / ALMG

A decisão do presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Tadeu Leite (MDB), de entrar oficialmente na disputa por uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) é resultado, pelo que O Fator apurou, da combinação de três elementos.

Primeiro, a necessidade de conter o impasse político surgido nos corredores da Casa após diversos parlamentares, de diferentes alas, manifestarem a intenção de concorrer à Corte de Contas. Em segundo plano, a pressão crescente sobre seu futuro na eleição deste ano. Adicionalmente, a possibilidade de manter diferentes alternativas em aberto até o pleito de outubro.

Como cada deputado só pode apoiar formalmente dois candidatos ao TCE-MG, o excesso de pedidos de endosso gerava constrangimentos diários nos corredores da Assembleia. A candidatura de Tadeu, segundo aliados, surgiu como saída para pacificar momentaneamente o ambiente e interromper o que vinha sendo descrito como um “mutirão de candidaturas”.

Além de buscar reduzir a tensão interna, o emedebista também leva em conta o impacto da decisão sobre as eleições de 2026. Desde o fim do ano passado, o presidente da ALMG passou a ser sondado por diferentes grupos políticos sobre qual caminho seguir: disputar o governo de Minas, concorrer ao Senado Federal ou compor como vice em alguma chapa – ele recebeu convites de Mateus Simões (PSD), Rodrigo Pacheco (ainda no PSD) e Cleitinho Azevedo (Republicanos). A entrada na corrida pela vaga do TCE permite, segundo avaliação de seu entorno, que o emedebista ganhe tempo para observar o cenário eleitoral antes de definir um movimento definitivo.

O terceiro ponto considerado por Tadeu é o formato do processo de escolha para o Tribunal de Contas. Mesmo que seu nome seja aprovado pelo plenário da Assembleia nas próximas semanas, a efetivação da nomeação depende de indicação do governador. Isso lhe garante certa margem de manobra: o chefe do Legislativo poderá aparecer nas urnas caso avalie que há viabilidade eleitoral e, se não vencer, assumir o posto no TCE após o pleito. Ou seja: o aval para seguir ao Tribunal não o impede de permanecer ativo até a conclusão do ciclo eleitoral, fato que também interessa ao governo, uma vez que a 1ª vice-presidente da ALMG é a deputada estadual Leninha (PT), da oposição.

Na tarde de segunda-feira (23), Tadeu formalizou o movimento político. Por volta das 14h40, ele protocolou no sistema interno da Assembleia o requerimento que oficializa sua intenção de concorrer ao cargo de conselheiro.

O cargo é de indicação da ALMG, que tem direito a quatro assentos dos sete que compõem o Tribunal. Outra vaga, aberta após a saída de Mauri Torres, deverá ser preenchida pelo Legislativo ainda neste ano, em processo semelhante.

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