O governo de Minas Gerais avalia a possibilidade de conceder um aumento salarial linear a todos os servidores do estado. A ideia, ainda incipiente, passa por um reajuste de mesmo valor a todas as categorias funcionais, inclusive comissionados. O modelo é diferente do adotado nos últimos anos, baseado em reajustes percentuais.
O Fator confirmou com diversas fontes a par do tema que a hipótese é considerada. O assunto, no entanto, é tratado com cautela. Prova disso é que o montante não foi definido.
Interlocutores ligados ao Palácio Tiradentes avaliam que o aumento salarial em valores nominais teria de ser concedido antes da saída do governador Romeu Zema (Novo) do cargo, em 22 de março. Assim, o gesto se tornaria uma das últimas medidas de Zema à frente do Executivo estadual.
Segundo apuração da reportagem, a ideia é beneficiar todos os servidores reduzindo o impacto no caixa. O limite de despesas com o funcionalismo público, ou seja, com os pagamentos, é de 49% do orçamento. Atualmente, o índice está em 48,22%, conforme mostrou O Fator.
O último reajuste geral aos servidores ativos e inativos foi concedido em 2022, retroativo a janeiro para professores e a maio para as demais carreiras. À época, o índice foi de 10,06% e o impacto no caixa do Estado somou R$ 4 bilhões.
Já a última recomposição inflacionária foi de 4,62%, concedida em 2024. É importante ressaltar que reajuste é diferente de recomposição. No primeiro caso, há um aumento do salário. No segundo, o índice da inflação do ano anterior incide sobre o vencimento para manter o poder de compra do trabalhador.