Para conseguir a reedição do apoio do PT em uma eventual nova disputa pelo governo de Minas Gerais, o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), terá que, antes, buscar uma sinalização direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Tal condição vem sendo debatida entre deputados e dirigentes da legenda, que se ausentaram do ato de boas-vindas organizado pelo PDT a Kalil nessa quinta-feira (6), em Belo Horizonte.
Presidente do PT em Minas Gerais, a deputada estadual Leninha não participou da solenidade. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, chegou a confirmar presença, mas cancelou a viagem a Minas em razão da morte do ex-deputado petista Paulo Frateschi (SP).
O Fator apurou que uma ala do PT pediu a Leninha que não comparecesse ao evento por causa de dois embaraços já criados por Kalil: a notícia de que ele teria manifestado não desejar um vice indicado pelo partido, bem como a predileção do ex-prefeito por uma reunião a sós com Edinho, sem a participação de dirigentes locais.
Sem Leninha, o PT marcou presença com a prefeita de Contagem, Marília Campos, com o deputado federal Miguel Ângelo e com o presidente do diretório de Belo Horizonte, Guima Jardim.
Ainda assim, representantes da legenda não gostaram do movimento de Marília, que articulou o encontro com Kalil sem maior diálogo com a executiva estadual. Interlocutores do partido avaliam que a prefeita não deveria ter feito o gesto em meio a sinalizações ambíguas do ex-prefeito sobre o papel do PT em uma hipotética aliança.
Alternativa a Pacheco
Kalil é um dos nomes cotados para dar palanque ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso de o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), plano A do chefe do Executivo federal, decidir não entrar na corrida pela sucessão de Romeu Zema (Novo).
Ontem, durante o evento do PDT, Marília Campos, que sempre reitera apoio à candidatura de Pacheco ao governo, fez um discurso interpretado pelos presentes como alguém que “jogou a toalha” com relação ao senador.
Sem citar nomes, a prefeita de Contagem comemorou a volta de Kalil à cena política e destacou sua experiência à frente da Prefeitura de Belo Horizonte como um bom “predicado” para o governo de Minas.
