Um dia após a oficialização do acordo que levará o vice-governador Mateus Simões a se filiar ao PSD, o diretório do Novo em Minas Gerais já se articula para conter os danos da saída. Interlocutores da legenda afirmaram a O Fator que temem uma debandada de pré-candidatos da sigla a assentos na Assembleia Legislativa (ALMG) e na Câmara dos Deputados.
“Esse ato dele (Mateus Simões) abriu a temporada de caça dos partidos aos pré-candidatos do Novo. Na hora que o primeiro pretenso candidato anunciar que saiu, vai todo mundo de uma vez”, disse, sob reservas, uma fonte ligada à legenda.
A meta do partido é eleger três deputados federais e cinco deputados estaduais por Minas Gerais em 2026. Hoje, o Novo tem dois representantes na Assembleia. Na bancada de deputados federais, não há eleitos pelo estado.
Procurado pela reportagem, o presidente estadual do partido, Christopher Laguna, tratou de reduzir os impactos da saída de Simões e afirmou que a desfiliação foi construída com o Novo.
“A chapa permanece intacta, pois os nossos valores não foram alterados”, definiu Laguna.
O dirigente destacou ainda que o governador Romeu Zema será candidato à presidência da República pelo Novo.
Em Belo Horizonte, as articulações do partido são para que os três vereadores disputem o pleito do próximo ano. Fernanda Altoé e Marcela Trópia são pré-candidatas a deputada estadual, enquanto Braulio Lara pretende concorrer a uma cadeira na Câmara dos Deputados.