O governador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos) disse a interlocutores da Assembleia Legislativa de Minas Gerais ALMG) que não pretende participar ativamente da articulação para a eleição da Mesa Diretora, que vai comandar a Casa a partir de 2027.
Pelo que O Fator apurou, Cleitinho afirmou que não pedirá votos a nenhum candidato e vai seguir, principalmente, a orientação do atual presidente da Assembleia, Tadeu Leite (MDB), respeitando a decisão da votação em plenário da Casa.
A votação será em fevereiro, no primeiro dia da nova legislatura, eleita na eleição deste ano.
O objetivo de Cleitinho é começar o governo com uma boa relação com os deputados e evitar os embates que marcaram a relação entre o Legislativo e o governador Romeu Zema (Novo), sobretudo no primeiro mandato dele, de 2019 a 2022.
Cleitinho foi deputado estadual no mesmo período,. Em 2022, elegeu-se senador.
Ao indicar que vai acompanhar Tadeu Leite, o governador eleito deixa com o atual presidente o papel de principal articulador da própria sucessão.
A disputa, a propósito, já está aberta. Como já mostrou O Fator, nomes do PL e do PT se movimentam para tentar lançar uma candidatura, mas há um consenso entre parlamentares da Casa de que a presidência não deve ficar com um deputado filiado a um partido da polarização ideológica. Na avaliação de fontes da Casa, um liberal ou petista no comando do Legislativo poderia gerar um clima conturbado entre os parlamentares por conta de discussões ideológicas frequentes.
No PL, já sinalizaram algum interesse em disputar a presidência da Casa os deputados Sargento Rodrigues e Bruno Engler. Do PT, o líder do bloco de oposição Ulysses Gomes também tem atuado para tentar o comando da Mesa.
Além desses, entre os nomes cotados para suceder Tadeu Leite, estão João Magalhães (PSD) e Doorgal Andrada (PP).
A escolha do novo presidente cabe aos 77 deputados, em votação no plenário no início da próxima legislatura.
