O vazio que chamou a atenção em ‘ato mineiro’ de apoio a candidato de Lula à presidência do PT

Em que pese o esvaziamento apontado por parte de figuras do PT, outro grupo considera que a candidatura de Edinho é fato consumado
Na avaliação de Edinho, o PT é “intenso nas redes” e o debate deve ser sobre a regulação das redes e a transparência dos algoritmos. Foto: Redes Sociais

O ato em apoio à candidatura de Edinho Silva a presidente do diretório nacional do PT, nesse domingo (6), em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), foi marcado por ausências. Dos 10 deputados federais do PT mineiro, compareceram apenas três: Dandara Tonantzin, Miguel Ângelo e Reginaldo Lopes. Também houve baixa representatividade da bancada de deputados estaduais, formada por 13 parlamentares. Do grupo, estiveram no Sesc Contagem somente Cristiano Silveira, presidente estadual, e Doutor Jean Freire .

Tesoureira nacional do PT, a mineira Gleide Andrade também não compareceu. Em meio às ausências, Edinho, que recebeu as bênçãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para disputar o comando do partido, recebeu o apoio de figuras como a prefeita de Contagem, Marília Campos.

A pouca adesão de mandatários petistas ao evento em prol de Edinho chamou a atenção de interlocutores do partido ouvidos por O Fator. Lideranças ligadas ao grupo de Gleide Andrade, cuja ausência já era esperada, avaliam que o ex-prefeito de Araraquara (SP) se precipitou ao organizar uma viagem a Minas Gerais antes de seu campo político, a corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), oficializar a sua candidatura.

Segundo apurou a reportagem, Edinho teria sido aconselhado a esperar mais tempo antes de embarcar em um ato como o ocorrido em Contagem.

Em que pese o esvaziamento apontado por parte de figuras do PT, outro grupo considera que a candidatura de Edinho é fato consumado. No entendimento dessa ala, nenhuma alternativa a uma provável chapa liderada pelo ex-prefeito de Araraquara vingou.

‘Censura dos algoritmos’

Durante o encontro em Contagem, Edinho concedeu uma entrevista coletiva. O Fator questionou o político paulista sobre a presença do PT nas redes sociais. O governo Lula, cabe lembrar, tem sofrido críticas quanto à comunicação e recentemente apostou na nomeação do marqueteiro Sidônio Palmeira como ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social do Palácio do Planalto a fim de driblar os problemas.

Na avaliação de Edinho, o PT é “intenso nas redes” e o debate deve ser sobre a regulação das redes e a transparência dos algoritmos.

“Não pode ser uma caixa-preta. Temos que entender por que alguns conteúdos são espalhados rapidamente e outros não. Temos que debater primeiro a regulamentação das redes sociais. E é mentira que a regulamentação signifique censura. Não. Censura é quando você controla conteúdo. Nós queremos controlar a forma como esse conteúdo é divulgado e também responsabilizar o produtor de conteúdo. Se ele produz um conteúdo mentiroso, e esse conteúdo tem algum impacto, ele precisa ser responsabilizado”, diagnosticou.

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