Os 14 projetos de transporte que o governo federal quer tirar do papel na Grande BH

Expansão do metrô, implantação de VLTs e novos corredores elétricos estão entre as 14 obras selecionadas
Metrô BH
O estudo selecionou três projetos relacionados à ampliação do metrô de Belo Horizonte e da região metropolitana. Foto: CBTU/Divulgação

Um estudo elaborado pelo governo federal definiu 14 projetos prioritários de transporte público de média e alta capacidade para Belo Horizonte e a Região Metropolitana, que poderão receber investimentos ao longo dos próximos 30 anos. O documento foi divulgado na quarta-feira (29).

O plano, chamado Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), prevê a ampliação de 32 quilômetros de metrô, a implantação de 92 quilômetros de sistemas de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e 107 quilômetros de corredores elétricos do tipo BRT, como o Move, interligando a capital a municípios vizinhos.

O levantamento, desenvolvido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em parceria com o Ministério das Cidades, estima o valor de R$ 35,5 bilhões até 2054 para que essas obras de Minas Gerais saiam do papel.

Metrô

Uma das obras listadas é a ampliação da Linha 2 do metrô. As intervenções para a implementação do modal já estão em curso. Um dos trechos citados pelo BNDES prevê a criação de cinco novas estações ao longo do trajeto entre os bairros Santa Tereza e Calafate, além de uma expansão da região do Barreiro até a cidade de Ibirité.

O material também contempla um terceiro itinerário do metrô belo-horizontino. O projeto citado pelo estudo começa na Lagoinha, passa pela Savassi e termina no Belvedere.

Também há menção a uma obra anunciada em agosto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): a instalação de mais uma conexão no atual percurso do trem urbano, entre Venda Nova e o Eldorado, já em Contagem. O projeto, revelado em primeira mão por O Fator à ocasião, é baseado na instalação de um ponto de embarque e desembarque na altura do Viaduto Beatriz, depois do Eldorado.

VLTs

A proposta também contempla a criação de Veículo Leve sobre Trilhos (VLTs), também conhecido como Metrô Leve-BH na capital mineira e em cidades vizinhas. Entre eles, um itinerário que promete ligar o bairro Eldorado, em Contagem, até Betim.

Ainda estão listados um que pretende ir de Ribeirão das Neves até o bairro Lagoinha e um VLT na LMG 806, em Justinopólis, indo até a Lagoinha.

Além disso, há o chamado Anel Urbano, que contemplaria um arco de municípios vizinhos de Belo Horizonte, como Contagem, Vespasiano e Santa Luzia. Trecho do estudo diz que ainda está aberta a discussão sobre a tecnologia que será adotada, podendo ser um corredor BRT ou BRS.

Corredores BRT e ligações estratégicas

O estudo também propõe seis novos corredores de BRT elétrico, entre eles o que ligará o Aeroporto de Confins à região do Vilarinho, no Vetor Norte. Outros eixos previstos incluem o BRT Amazonas, o BRT do Anel Rodoviário e corredores na Avenida Cristiano Machado.

Na BR-040 Norte, o corredor conectará Contagem a Ribeirão das Neves. Já na BR-040 Sul, a implantação tem como objetivo integrar o BH Shopping, na região sul da capital, ao bairro Jardim Canadá, em Nova Lima.

Também está prevista a criação da Via Estruturante Sul, que faria a ligação entre o bairro Belvedere, em Belo Horizonte, e o município de Nova Lima. Esses eixos, de acordo com o estudo do governo federal, formariam uma malha integrada com o metrô e os VLTs, reduzindo gargalos no trânsito urbano e intermunicipal.

Próximos passos

A divulgação do boletim nesta quarta-feira apresentou os projetos selecionados pelo Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU). Em todo o país, foram escolhidas 187 propostas nas 21 maiores regiões metropolitanas brasileiras.

Segundo o cronograma do governo federal, até o fim do ano deve ser concluída a etapa de “Insumos para a Estratégia Nacional de Mobilidade Urbana”, que definirá as fontes de financiamento dos projetos.

O estudo prevê o uso de Parcerias Público-Privadas (PPPs), fundos garantidores e captação de recursos tarifários como instrumentos para viabilizar as obras. O valor total dos investimentos foi estimado em R$ 430 bilhões.

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