A taxa de desemprego em Minas Gerais caiu para 5,7% no primeiro trimestre de 2025, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua divulgados nesta sexta-feira (16). O índice segue abaixo da média nacional, que atingiu 7% no mesmo período.
Apesar do patamar mais baixo, Minas Gerais apresentou um avanço de 1,4 ponto percentual na taxa de desemprego frente ao último trimestre de 2024, enquanto o país teve aumento de 0,8 ponto percentual. O relatório destaca que o primeiro trimestre do ano geralmente registra taxas mais elevadas devido à sazonalidade. Em relação ao mesmo período de 2024, o número de pessoas ocupadas em Minas Gerais cresceu 1,4%, enquanto a quantidade de desocupados teve recuo de 8,9%.
Já no comparativo com o trimestre anterior, houve queda de 0,6% na força de trabalho do estado, atribuída ao crescimento do número de desocupados, movimento semelhante ao observado nacionalmente.
Dados gerais
O levantamento mostra que Minas Gerais encerrou o trimestre com 11 milhões de trabalhadores ocupados, contra 102 milhões em todo o Brasil. Apesar do avanço em relação ao ano anterior, houve recuo frente ao último trimestre de 2024, quando Minas Gerais atingiu 11,1 milhões de ocupados, maior nível da série histórica.
Outros indicadores do relatório:
| Indicador | Minas Gerais (MG) | Brasil (BR) | Variação 1T-25/1T-24 (%) MG | 1T-25/1T-24 (%) BR |
|---|---|---|---|---|
| População em idade ativa | 17,858 milhões | 177,172 mi | +0,7 | +0,8 |
| Força de Trabalho | 11,504 milhões | 110,197 mi | +0,8 | +1,3 |
| Ocupados | 10,849 milhões | 102,483 mi | +1,4 | +2,3 |
| Desocupados | 655 mil | 7,714 mi | -8,9 | -10,5 |
| Fora da força de trabalho | 6,354 milhões | 66,975 mi | +0,4 | +0,1 |
Desempenho setorial
No estado, a indústria houve alta de 7,7% no número de ocupados em relação ao primeiro trimestre de 2024, comércio cresceu 4,7% e serviços, 1,8%. Em termos absolutos, esses setores empregam cerca de 1,7 milhão (indústria), 2 milhões (comércio) e 5,3 milhões (serviços) de trabalhadores.
Por outro lado, agropecuária e construção apresentaram queda de 9,8% e 3,8%, respectivamente, com os segmentos empregando aproximadamente 1 milhão e 839 mil pessoas cada.
| Setor | Variação 1T-25/1T-24 (%) |
|---|---|
| Indústria | +7,7 |
| Comércio | +4,7 |
| Serviços | +1,8 |
| Agropecuária | -9,8 |
| Construção | -3,8 |
No total da indústria, Minas Gerais atingiu 2,5 milhões de ocupados, enquanto o Brasil registrou 20,8 milhões. Ambos os casos configuram leve retração frente ao trimestre anterior.
Em relatório, a Fiemg indica que a tendência para 2025 é de desaceleração no ritmo das contratações, influenciada por política monetária mais restritiva e juros elevados. A expectativa é de continuidade na geração de empregos na indústria e serviços a curto prazo, porém a atividade econômica mais lenta pode limitar novas vagas e pressionar a taxa de desemprego ao longo do ano.