Os deslizes da cerimônia de posse de Álvaro Damião como prefeito de BH

Constrangimentos e descuidos quanto a normas para solenidades foram assunto entre autoridades presentes
Álvaro Damião, Juliano Lopes e Romeu Zema
Posse de Damião contou com a participação de diversas autoridades. Foto: Rafaella Ribeiro/CMBH

A cerimônia de posse do prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), nesta quinta-feira (3), foi marcada, nos bastidores, por situações constrangedoras para algumas das autoridades presentes ao evento, ocorrido na Câmara Municipal. Fatos que passaram despercebidos do público, como os “esquecimentos” do chefe do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o procurador-geral Paulo de Tarso Morais Filho, e do presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG), desembargador Ramon Tácio de Oliveira, acabaram se tornando assunto entre os convidados.

Paulo de Tarso foi chamado a compor a mesa da solenidade após o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), Marcelo de Souza e Silva, da comandante do Corpo de Bombeiros Jordana de Oliveira Filgueiras Daldegan, e da defensora pública auxiliar Diana de Lima Prata Camargos. 

A precedência de autoridades tradicionalmente utilizadas em eventos do tipo, entretanto, aponta que Paulo de Tarso deveria ser chamado a compor a mesa imediatamente após os chefes dos três Poderes de Minas Gerais — o governador Romeu Zema (Novo), o presidente da Assembleia, Tadeu Leite (MDB), e o presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), desembargador Luiz Carlos de Azevedo Corrêa Júnior. 

O locutor oficial do evento, inclusive, precisou recorrer ao celular de uma colega para ler o nome do procurador-geral.

Menos deferência ainda teve o desembargador Jadir Silva, presidente do Tribunal de Justiça Militar de Minas Gerais (TJMMG). Mesmo presente ao evento, Silva não foi convidado a compor a mesa sequer teve o nome citado pelo locutor, enquanto até ex-vereadores tiveram a presença devidamente registrada no púlpito.

A cereja do bolo de constrangimento, contudo, ficou por conta de uma autoridade esquecida na fila de acesso ao palco. O embaraço aconteceu com o desembargador Ramom Tácio de Oliveira, presidente do TRE-MG, que chegou à Câmara de BH bem antes do início do evento.

Ramom Tácio de Oliveira estava na mesma fila de acesso ao palco em que estavam Zema, Tadeu Leite, Corrêa Júnior e Paulo de Tarso. Todas as autoridades foram chamadas — à exceção do presidente do TRE.

Com a solenidade iniciada e após o discurso do presidente da Casa, Juliano Lopes (Podemos), a organização do evento se deu conta do esquecimento. Alertados por outras autoridades e mesmo por alguns convidados, os organizadores anunciaram a presença do presidente do TRE-MG e, mais de dez minutos após o início da solenidade, o convidaram para compor a mesa. Entretanto, Ramom Tácio não subiu ao palco. Esquecido e contrariado com a longa espera, o desembargador já havia deixado o local.

Leia também:

Prefeito de Sabará prepara saída do Republicanos após desgaste interno

STF marca, pela terceira vez, julgamento sobre reabertura de inquérito contra deputado mineiro

CNN encerra 2025 como maior canal de notícias do país

Veja os Stories em @OFatorOficial. Acesse