A iminente filiação do vice-governador Mateus Simões (Novo) ao PSD de Minas Gerais está alicerçada no entendimento de que a mudança de partido amplia o peso do grupo situacionista na disputa pelo Palácio Tiradentes em 2026. A avaliação é que no PSD, Simões, nome defendido pelo governador Romeu Zema (Novo) para sucedê-lo, teria, além de mais tempo de propaganda eleitoral, maior capacidade de aglutinar forças à direita e à centro-direita em uma chapa única.
As vantagens da transferência de Simões para os quadros pessedistas foram tratadas por Zema e o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, em reunião nessa terça-feira (7), em Belo Horizonte. Os presidentes estaduais de Novo e PSD, Christopher Laguna e Cássio Soares, respectivamente, também participam das tratativas.
Como O Fator mostrou ontem, o desenho de momento prevê a garantia de espaço ao Novo na chapa majoritária de Simões caso a migração para o partido de Kassab se concretize.
Na semana passada, interlocutores pessedistas mostraram otimismo quanto à possibilidade de anunciar em breve, de forma pública, a filiação do vice-governador. A percepção é que há chances de tê-lo no partido ainda neste ano.
Simões, por seu turno, já indicou que, para a filiação acontecer, o senador Rodrigo Pacheco, hoje pertencente ao PSD e nome defendido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para disputar o governo mineiro, precisa bater o martelo sobre seu futuro político, mudando de sigla ou ressaltando que não pretende concorrer ao Executivo estadual. O vice-governador entende que não há sentido trocar de partido e encontrar, na nova casa, um outro nome cotado para disputar o governo.
