Os movimentos de Gabriel Azevedo pelo possível espólio eleitoral de Pacheco

O pré-candidato tem se reunido com dirigentes que discutem a formação de um bloco de centro-esquerda
O ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo, e a prefeita de Contagem, Marília Campos. Foto: Reprodução/Redes sociais

A espera pela definição do senador Rodrigo Pacheco (PSD) sobre a eleição ao governo de Minas Gerais desencadeou não apenas a busca do presidente nacional do PT, Edinho Silva, por potenciais substitutos. Gabriel Azevedo, pré-candidato do MDB, busca ocupar o terreno político que hoje se organiza ao redor de Pacheco.

O avanço ocorre de maneira discreta, com aproximações dirigidas a partidos que integrariam um eventual bloco de apoio a Pacheco.

A leitura no entorno dessas articulações é a de que não há espaço para paralisia. Mesmo com o silêncio do senador sobre disputar ou não o Executivo estadual, políticos que observam o tabuleiro entendem que o período atual é decisivo para estabelecer interlocução com grupos fortes no estado e para ganhar espaço, mesmo que seja em uma composição de chapa.

A avaliação é que, se Pacheco recuar, quem estiver inserido nesse campo terá vantagem no arranjo que deve se formar até o primeiro trimestre de 2026.

Nesse contexto, Gabriel intensificou conversas com dirigentes que discutem a formação de uma coalizão de centro-esquerda. Entre os partidos na mira do ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), está o PSB.

O emedebista visitou recentemente o presidente estadual do partido, Otacílio Neto, o Otacilinho, prefeito de Conceição do Mato Dentro, na região Central de Minas. O encontro foi registrado em fotos divulgadas nas redes sociais de ambos.

Na legenda, que faz um afago à gestão do prefeito, Gabriel fala sobre “apoio” e deixa claro que os dois fazem parte de um “time”. “A gente se conhece há dez anos e faz parte de um time. O desejo dele é apoiar quem queira governar com equilíbrio e moderação”, diz o texto.

Embora a interação tenha sido positiva, qualquer negociação com Gabriel ainda depende da conclusão de conversas com o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Tadeu Leite (MDB), conforme apontou O Fator.

Hoje, Tadeuzinho é o plano B do PSB. Edinho Silva, inclusive, é simpatizante da filiação do presidente da ALMG à legenda do vice-presidente Geraldo Alckmin.

O plano A do PSB é Pacheco, caso ele decida disputar o governo. Afinal, o atual partido do senador já lançou Mateus Simões, ex-Novo, como cabeça de chapa.

Aproximação com Marília

Gabriel Azevedo também conversou recentemente com a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), que tem sido mencionada como potencial candidata ao governo, apesar de manifestar preferência por concorrer ao Senado Federal.

Interlocutores avaliam que a aproximação com Marília é uma forma de testar o ambiente entre lideranças petistas que participariam da construção de um palanque estadual mais amplo.

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