Os preparativos para o evento de saída de Zema do governo de Minas

Entorno do chefe do Executivo estadual quer utilizar evento para reforçar imagem do vice-governador Mateus Simões
Romeu Zema e Mateus Simões em vagão do metrô de BH
Simões vai dividir o palanque com Zema em evento de saída do chefe do Executivo estadual. Foto: Cristiano Machado/Imprensa MG

O entorno do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), quer fazer do evento de despedida dele da chefia do Executivo estadual, em 22 de março, uma espécie de passagem de bastão ao vice, Mateus Simões (PSD). Pelo que O Fator apurou, Zema não será a única estrela do ato, que também terá Simões com posição de destaque no palanque.

A data da atividade foi inicialmente noticiada pelo colunista Lauro Jardim. Ainda conforme soube a reportagem, o evento acontecerá em Belo Horizonte.

Zema e Simões já têm dividido o protagonismo em solenidades do governo estadual. Nessa terça-feira (13), por exemplo, estiveram lado a lado no teste de operação da extensão, até a estação Novo Eldorado, do metrô de Belo Horizonte. O Palácio Tiradentes colocou o vice como corresponsável pelas tratativas em prol da ampliação da cobertura do trem urbano.

A associação a Zema é uma das apostas da pré-campanha de Simões ao governo do estado. No Instagram, a equipe do vice-governador chegou a publicar uma música que o apresenta como “Mateus do Zema”.

Até o fim

O governador mineiro deixará o posto por força de regra da Justiça Eleitoral, que exige a desincompatibilização de cargos públicos a pré-candidatos à Presidência da República seis meses antes do pleito.

Apesar de recorrentes conversas com outras lideranças à direita, como os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), Zema tem indicado que não pretende aceitar a vaga de candidato a vice-presidente em outra chapa. 

Presidente nacional do PP, o senador Ciro Nogueira (PI) chegou a sugerir o nome de Zema como vice em uma eventual chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A hipótese foi refutada pelo político do Novo.

“Uma coisa que eu não abriria mão é de ser o cabeça de chapa. Sempre comandei a empresa, comandei o estado , já mostrei que sei fazer isso. Agora, na política, nós sabemos que tudo é possível. Vamos ver como vão caminhar as pesquisas no futuro e como serão essas conversas”, apontou, em entrevista ao jornal O Tempo nesta semana.

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