As eleições para o Congresso Nacional e para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais nesse domingo (4) vão mexer em quatro vagas da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH).
O deputado federal eleito Pedro Rousseff (PT) dará lugar a Luana de Souza, também petista. Já Pablo Almeida (PL), Flávia Borja (Podemos) e Iza Lourença (Psol), eleitos deputados estaduais, serão substituídos por Daiane Dias Costa, a Dai Dias (PL), Marcos Crispim (Podemos) e Maria da Consolação (Psol), respectivamente.
Ligada politicamente ao deputado federal reeleito Reginaldo Lopes (PT), Luana foi nomeada em julho do ano passado subsecretária municipal de Assistência Social e Direitos Humanos da Prefeitura de Belo Horizonte. A avaliação no Executivo municipal é de que a futura vereadora tem perfil mais moderado entre as correntes internas do PT.
Caso semelhante é o da primeira suplente do PL-BH. Dai Dias chegou à administração municipal em maio de 2025, para atuar na pasta de Relações Institucionais. Em suas redes sociais, a liberal manifestou na semana passada o apoio ao vereador belo-horizontino Vile Santos (PL) para deputado federal e para o ex-prefeito de Curvelo, Luiz Paulo (PSB), deputado estadual eleito, para a ALMG. Vile não se elegeu.
Com a chegada de Flávia Borja (Podemos) à Assembleia Legislativa, Crispim retornará à Câmara de BH depois de dois anos. Após a derrota em 2024, o ex-vereador assumiu no começo do ano passado a coordenadoria de Vilas e Favelas da PBH. Assim como Flávia, é aliado do ex-secretário de Estado de Governo Marcelo Aro (PP).
Na federação Psol-Rede, a primeira suplente em 2024 foi a vereadora Professora Nara (Rede), que retornou ao Legislativo municipal no começo deste ano, quando Cida Falabella (Psol) assumiu a secretaria de Cultura da PBH. Por isso, a cadeira de Iza Lourença será assumida por Maria da Consolação.
“Consola”, como é conhecida, é historicamente ligada aos setores mais radicais da esquerda mineira.