Os secretários de Zema que vão compor o comitê mineiro previsto na lei do Propag

Seis chefes de pastas estaduais terão assento em comissão que vai monitorar passos rumo ao refinanciamento da dívida
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema. Foto: Dirceu Aurélio/Imprensa MG

A sanção do governador Romeu Zema (Novo), nesta quinta-feira (5), à lei que autoriza a adesão de Minas Gerais ao Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag), detalha a composição de um comitê criado pelo Executivo para acompanhar os passos necessários rumo ao refinanciamento do débito junto à União. Seis secretários de Estado vão compor o colegiado.

Como O Fator já havia antecipado, a comissão será presidida pelo vice-governador Mateus Simões (Novo). O grupo ganhou o nome de Comitê Gestor do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (CGPropag).

Farão parte do CGPropag os seguintes secretários:

  • Marcel Beghini (Secretário-Geral);
  • Marcelo Aro (Governo);
  • Luiz Otávio Gonçalves (Casa Civil);
  • Silvia Litsgarten (Planejamento e Gestão);
  • Luiz Cláudio Gomes (Fazenda);
  • Mila Corrêa (Desenvolvimento Econômico).

Além dos chefes de pastas e de Simões, o ex-secretário de Fazenda, Gustavo Barbosa, terá assento no grupo, na condição de assessor especial da vice-governadoria.

O comitê gestor terá as seguintes funções:

  • Orientar órgãos estaduais na formulação de políticas públicas ligadas ao programa;
  • Coordenar articulações com o governo federal;
  • Acompanhar o encerramento do Regime de Recuperação Fisca (RRF);
  • Monitorar contratos de refinanciamento e a aplicação das receitas vinculadas ao pagamento da dívida;
  • Propor mecanismos econômicos e financeiros para garantir o cumprimento das metas pactuadas com a União.

A adesão ao Propag foi aprovada pela Assembleia Legislativa na semana passada, mas, para ser formalizada, depende do aceite da União. Zema ainda precisa formalizar essa solicitação ao governo federal.

O plano de refinanciamento, sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em janeiro e regulamentado em abril, prevê a federalização de ativos estaduais, como empresas estatais, a fim de reduzir os passivos locais.

Grupos setoriais

O texto a respeito do CGPropag diz que o comitê poderá instituir grupos de trabalho especializados para dar suporte técnico em áreas estratégicas, como gestão da dívida, transferências de ativos e sustentabilidade fiscal.

A comissão terá reuniões mensais ordinárias, mas poderá se encontrar extraordinariamente mediante convocação do presidente. O decreto também permite a participação de especialistas e representantes de instituições públicas ou privadas, convidados a contribuir com os debates sempre que necessário.

Leia também:

Moraes nega transferência de presídio pedida por condenada pelo 8/1 detida no Aeroporto de Confins

Juíza manda ação por peculato dos ‘fura-filas’ da vacina para o TJMG

Juiz manda secretários de prefeitura mineira devolverem 13º salário considerado ilegal

Veja os Stories em @OFatorOficial. Acesse