Os sinais de paz – e as ausências – do encontro estadual do PT

Caberá ao diretório empossado liderar a caminhada petista na campanha de reeleição do presidente Lula no estado
leninha e edinho silva
Foto: Maycon Dantas

O processo de divisão nas eleições internas do PT, que em Minas Gerais acabou sendo levado para a Justiça, deu indícios de haver se encerrado na sexta-feira (5), durante a cerimônia de posse da deputada estadual Leninha como presidente do partido no estado.

Em que pesem as ausências notadas no evento da deputada federal Dandara Tonantzin, que teve sua candidatura ao cargo retirada em razão de dívidas com a legenda, da prefeita de Contagem, Marília Campos, e do vereador belo-horizontino Pedro Rousseff, dois dos principais apoiadores de Dandara no pleito, O Fator apurou que o clima na solenidade foi de consenso. “Bandeira branca”, definiu, sob reservas, um dirigente à reportagem.

O discurso de conciliação ficou a cargo do deputado federal Reginaldo Lopes, principal articulador da chapa liderada por Dandara.

“Minha presidenta Leninha, as eleições internas acabaram. Agora, o único caminho que nos resta é o da unidade. Conte comigo”, disse o deputado.

Com a posse de Leninha e do novo diretório estadual, os olhos do PT mineiro se voltam para a reeleição do presidente Lula em 2026. Nas eleições de 2022, Minas Gerais foi o único estado das regiões Sul e Sudeste do país em que o petista venceu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno.

Para o governo do estado, o partido aposta suas fichas no processo de convencimento, liderado pelo presidente Lula, para que o senador Rodrigo Pacheco (PSD) concorra ao Palácio Tiradentes no pleito do próximo ano. Conforme mostrou O Fator, a expectativa de Leninha é que o partido inicie 2026 com a configuração da chapa majoritária encaminhada.

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