O líder da Oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), disse nesta sexta (31) que Rodrigo Pacheco atuou como “linha auxiliar” do governo Lula durante os dois últimos anos na presidência do Senado.
“O Rodrigo atuou muito como a linha auxiliar do governo, o que desequilibrou inclusive o processo aqui internamente na Casa”, disse o senador, em entrevista ao vivo à CNN Brasil.
“O presidente anunciou que faria – Rodrigo Pacheco – algumas ações no sentido de restabelecer a normalidade e o equilíbrio entre os Poderes e aperfeiçoar algumas ações no Judiciário”, acrescentou Marinho, se referindo aos projetos dos bolsonaristas para restringir o STF.
“E com exceção da questão do voto monocrático, que está parado na Câmara, e a PEC que tratou das drogas, as outras ações ficaram dentro dos escaninhos das comissões permanentes”, disse Marinho.
“Passado o processo eleitoral [em fevereiro de 2023], nós fomos alijados, fomos retirados da presidência das comissões mais importantes. Nós não tivemos presença na Mesa Diretora nem tampouco (sic) nós participamos de relatorias de projetos que nos interessavam e que eram importantes, porque não foi levado em consideração o princípio da proporcionalidade”, acrescentou.
Marinho, que foi ministro de Bolsonaro, se candidatou a presidente do Senado contra a reeleição de Pacheco no começo de 2023. Ele perdeu por 49 x 32.
O Senado e a Câmara realizam amanhã (1º) eleições para seus presidentes pelos próximos dois anos. Pacheco e Arthur Lira estão ambos no segundo mandato consecutivo e não podem concorrer. Davi Alcolumbre e Hugo Motta são os francos favoritos.
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