Para conter desgaste, Prefeitura de BH acelera apresentação de ‘plano B’ ao Tarifa Zero

Estratégia é agir rápido e apresentar à população um projeto financeiramente viável para os cofres do município
tarifa zero
Apenas 10 dos 41 vereadores belo-horizontinos votaram pela gratuidade nos ônibus da cidade nesta sexta-feira (3). Foto: Bernardo Dias/CMBH

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) tenta acelerar estratégias para minimizar o desgaste causado pela rejeição, no plenário da Câmara Municipal (CMBH), ao projeto para instituir tarifa zero no sistema de ônibus da cidade. O Fator apurou que o prefeito Álvaro Damião (União Brasil) deve anunciar a vereadores, na segunda-feira (6), um programa alternativo, que vem sendo informalmente chamado de “Tarifa Social” por aliados dele.

Como a reportagem já havia mostrado, a proposta é ampliar o rol de grupos sociais abrangidos pelas gratuidades nos coletivos, utilizando como base os dados do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

Seriam contemplados, por exemplo, pessoas desempregadas e beneficiárias de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família

O anúncio do pacote de tarifas sociais será feito durante reunião com parlamentares que seguiram a orientação da prefeitura de votar contrariamente à proposta rejeitada nesta sexta-feira (3) no Legislativo.

Atualmente, têm direito às isenções idosos a partir de 65 anos, pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) com necessidade de deslocamento para consultas e estudantes do Ensino Médio e da Educação para Jovens e Adultos (EJA) que moram pelo menos 1 quilômetro distante de onde frequentam as aulas.Também não pagam os usuários das linhas que circulam nas vilas e favelas.

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