Pela 1ª vez, planeta passa meta de 1,5 °C por três anos: dados da UE

Programa Copernicus também mostra que últimos 11 anos foram os 11 mais quentes já registrados
Cartaz de aquecimento global
Aquecimento global ficou mais consistente. Foto: Markus Spiske/Pexels

A temperatura média global entre 2023 e 2025 ficou mais de 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais, a primeira vez em que isso acontece para um período de três anos.

Os dados são do programa Copernicus, da União Europeia, e foram divulgados na meia-noite de terça para quarta (14).

Os dados também mostram que os últimos 11 anos foram os 11 mais quentes já registrados.

Todos os recordes mensais de temperatura foram quebrados nos últimos três anos. Janeiro de 2025 foi o janeiro mais quente. Fonte: C3S/ECMWF/via Copernicus

2025 foi o terceiro ano mais quente, apenas 0,01 °C abaixo de 2023 e 0,13 °C mais frio que 2024 – o ano mais quente já registrado.

Janeiro do ano passado foi o janeiro mais quente já registrado.

“Utilizando vários métodos, estima-se que o nível atual do aquecimento global a longo prazo esteja em torno de 1,4 °C acima do nível pré-industrial. Com base na taxa atual de aquecimento, o limite de 1,5° C estabelecido pelo Acordo de Paris para o aquecimento global a longo prazo poderá ser atingido até o fim desta década – mais de uma década antes do previsto baseado na taxa de aquecimento vigente na época da assinatura do acordo [em 2015]”, diz o texto do Copernicus.

Os últimos três anos, diz o texto, foram excepcionalmente quentes por dois motivos principais.

O primeiro é o acúmulo de gases de efeito estufa na atmosfera, resultante das emissões contínuas e da menor absorção de dióxido de carbono pelos sumidouros naturais, como florestas e oceanos.

O segundo: as temperaturas da superfície do mar atingiram níveis excepcionalmente altos, associadas a um episódio do El Niño e a outros fatores de variabilidade oceânica, amplificados pelas mudanças climáticas, como alterações na quantidade de aerossóis e nuvens baixas, e variações na circulação atmosférica.

Em 2025, metade da área terrestre global teve mais dias do que a média com estresse térmico forte ou superior – definido como sensação térmica de 32° C ou mais.

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