A temperatura média global entre 2023 e 2025 ficou mais de 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais, a primeira vez em que isso acontece para um período de três anos.
Os dados são do programa Copernicus, da União Europeia, e foram divulgados na meia-noite de terça para quarta (14).
Os dados também mostram que os últimos 11 anos foram os 11 mais quentes já registrados.

2025 foi o terceiro ano mais quente, apenas 0,01 °C abaixo de 2023 e 0,13 °C mais frio que 2024 – o ano mais quente já registrado.
Janeiro do ano passado foi o janeiro mais quente já registrado.
“Utilizando vários métodos, estima-se que o nível atual do aquecimento global a longo prazo esteja em torno de 1,4 °C acima do nível pré-industrial. Com base na taxa atual de aquecimento, o limite de 1,5° C estabelecido pelo Acordo de Paris para o aquecimento global a longo prazo poderá ser atingido até o fim desta década – mais de uma década antes do previsto baseado na taxa de aquecimento vigente na época da assinatura do acordo [em 2015]”, diz o texto do Copernicus.
Os últimos três anos, diz o texto, foram excepcionalmente quentes por dois motivos principais.
O primeiro é o acúmulo de gases de efeito estufa na atmosfera, resultante das emissões contínuas e da menor absorção de dióxido de carbono pelos sumidouros naturais, como florestas e oceanos.
O segundo: as temperaturas da superfície do mar atingiram níveis excepcionalmente altos, associadas a um episódio do El Niño e a outros fatores de variabilidade oceânica, amplificados pelas mudanças climáticas, como alterações na quantidade de aerossóis e nuvens baixas, e variações na circulação atmosférica.
Em 2025, metade da área terrestre global teve mais dias do que a média com estresse térmico forte ou superior – definido como sensação térmica de 32° C ou mais.
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