Perfin volta a ampliar participação na Copasa

Após novo incremento, grupo passou a deter mais de 15% do capital social da companhia mineira
Estação Rio Manso da Copasa
Governo mineiro recalculou prazos para a privatização da Copasa. Foto: Copasa/Divulgação

Os Fundos Perfin aumentaram, pela quarta vez, a participação no capital social da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), passando a deter 15,25%. O movimento foi confirmado pela estatal em fato relevante encaminhado ao mercado na noite dessa quarta-feira (8).

Desde o fim de dezembro do ano passado, a Perfin possuía 12,31% de participação. O grupo vem aumentando gradativamente a fatia que controla de setembro para cá. No primeiro movimento, passou a ser responsável por 5,01% do capital social. Depois, elevou o índice para 9,61%.

A participação dos Fundos Perfin é composta por 29,4 milhões de ações ordinárias, que representam 7,74% do capital social, além de derivativos referenciados em 27,9 milhões de títulos, correspondendo a mais 7,18% de participação. Há um residual de 0,34%, equivalente a 1,2 milhões de ações ordinárias alugadas por meio de contratos de empréstimo.

Embora o incremento da participação na Copasa ocorra em meio ao processo de privatização da empresa, os Fundos Perfin informaram que os 15,25% têm caráter “estritamente de investimento, não objetivando alteração do controle acionário e tampouco visam uma quantidade determinada de ações da companhia”.

Cronograma da privatização

Como O Fator mostrou no início desta semana, o cronograma do processo de desestatização da Copasa passou por alterações. Agora, a expectativa de interlocutores a par dos trâmites é que a conclusão do processo aconteça até maio.

Atualmente, o governo mineiro detém 50,03% da Copasa. O objetivo é vender ao menos uma parte dessa porção. O caminho escolhido foi o de oferta secundária, em que os recursos arrecadados vão diretamente para o caixa do vendedor — e não para os cofres da empresa. Assim, o Executivo estadual poderá aportar a verba em obras de infraestrutura pública exigidas pelo Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag).

Embora o plano contemple a possibilidade de uma negociação pulverizada, a prioridade é o acordo com um parceiro de referência capaz de assumir a gestão da companhia..

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