O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, foi um dos alvos da ‘Abin paralela’, segundo relatório final da PF cujo sigilo foi derrubado nesta quarta (18).
O relatório da PF inclui um “quadro-resumo de ações identificadas, com descrição do alvo, documento que analisou a ação, motivação e ferramenta utilizada”.
A ferramenta de espionagem FirstMile não foi empregada nesse caso.

Um dos integrantes do esquema pediu pesquisa “em fontes abertas” (sem sigilo) sobre “todos os podres do Gov RJ”.
Naquele momento – fevereiro de 2021 – Castro já era governador, porque Wilson Witzel estava afastado por decisão do STJ.
Posteriormente, em abril de 2021, um dos integrantes da “Abin paralela” pediu que seu interlocutor apurasse o nome da primeira-dama, afirmando: “tem tretinha”.

Witzel foi eleito em 2018 com apoio do clã Bolsonaro. Flávio Bolsonaro fez campanha para ele, inclusive gravando vídeos. Witzel caiu depois de se desentender com o clã.
Segundo o relatório da PF, a investigação “identificou indícios do desvirtuamento das atividades do órgão ou mesmo de seu produto, ocasionando uma espécie de mescla das ações legítimas com ações com desvio de finalidade”.