A defesa do ex-vice-prefeito de Itaúna, Hidelbrando Canabrava Rodrigues Neto, disse que ele ficou fora do Brasil entre setembro do ano passado e o início desta semana por causa de “compromisso profissional previamente agendado”. Hidelbrando foi um dos alvos da Operação Rejeito, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para investigar fraudes em licenciamentos de empreendimentos minerários.
Desde que retornou ao país, na segunda-feira (9), ele cumpre prisão domiciliar, conforme determinação do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6).
Segundo os advogados que cuidam do caso de Hidelbrando, o ex-vice-prefeito de Itaúna deixou o Brasil “em momento anterior à deflagração de qualquer operação ou à veiculação de informações que mencionassem seu nome”.
“Assim, é imprecisa, incorreta e injusta qualquer afirmação no sentido de que ele teria se evadido de investigação ou fugido diante da atuação das autoridades. Também é incorreta qualquer tentativa de vinculação da investigação à sua atuação política, já que nenhum fato objeto da operação diz respeito a atos realizados no exercício de seu cargo”, dizem os defensores Matheus Pimenta de Freitas, Gabriel Freitas Vieira, Diego De Rossi e Leonardo Burger
Conforme a PF, Hidelbrando deixou o Brasil por meio do Aeroporto de Confins em 15 de setembro do ano passado. Dois dias depois, os primeiros mandados de busca e apreensão relacionados à operação foram cumpridos.
As acusações
De acordo com os agentes, Hidelbrando teria utilizado a experiência acumulada em sete anos de cargos na Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) – onde foi secretário Executivo e subsecretário de Regularização Ambiental – para facilitar crimes ambientais e atos de corrupção.
Ele é apontado como sócio de duas companhias que funcionariam como estruturas de blindagem patrimonial.
No mês passado, diante do período no exterior, a Câmara Municipal de Itaúna declarou a vacância do cargo de vice-prefeito. O Legislativo local alegou que saídas da cidade por tempo superior a 15 dias precisam ser autorizadas pelo conjunto de vereadores — o que não aconteceu no caso.
Conforme a defesa de Hidelbrando, o ex-vice-prefeito “confia plenamente nas instituições brasileiras, sejam elas policiais, acusatórias ou judiciais, o que o deixa absolutamente tranquilo neste momento”.
“Ele tem plena convicção de que, no curso regular do processo, sua completa inocência será integralmente demonstrada”, apontam os advogados.
