Por que deputados do PT não mergulharam nas conversas sobre candidatura ao governo de MG

Petistas iniciam ano eleitoral sem diretrizes definidas para a composição da chapa majoritária no estado
Lula expominas
Realizada em dezembro, oitava visita de Lula a Minas em 2025 reuniu nomes estratégicos para a disputa eleitoral. Foto: Alexandre Netto/ALMG

Deputados federais e estaduais do PT mineiro têm priorizado as próprias pré-campanhas à reeleição e mantido certa distância das articulações a respeito dos caminhos que o partido tomará na disputa pelo governo do estado. Interlocutores petistas ouvidos por O Fator afirmam que há consenso na tese de que a definição do candidato apoiado pelo partido na corrida pelo Palácio Tiradentes caberá exclusivamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O argumento é que, sem a participação de Lula nas conversas, dirigentes do PT em Minas não reuniriam as condições necessárias, por exemplo, para convencer o senador Rodrigo Pacheco (PSD) ou o presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Leite (MDB), a liderar uma candidatura contra o vice-governador Mateus Simões (PSD).

Nomes como o do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), do ex-presidente da Câmara da capital, Gabriel Azevedo (MDB), e do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), correm por fora na preferência dos petistas para liderar o palanque de Lula em Minas.

Calculadora na mão

Com a prefeita de Contagem, Marília Campos, buscando viabilizar seu nome ao Senado, e a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, decidida a permanecer no cargo até 2028, tem restado aos parlamentares petistas no estado, portanto, iniciar o ano percorrendo suas bases, visitando prefeitos e fazendo contas para a reeleição.

Na Câmara dos Deputados, os 10 integrantes da bancada do PT são, a princípio, pré-candidatos à reeleição. Odair Cunha, contudo, segue se movimentando nos bastidores para assumir uma cadeira no Tribunal de Contas da União (TCU). A indicação do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) deve ser oficializada ainda no primeiro semestre.

Já na Assembleia Legislativa, a chapa petista terá novidades. Candidato a vice-governador na coligação liderada por Kalil em 2022, André Quintão tentará retornar à Casa. A ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, deixará o cargo em março para disputar um novo mandato de deputada estadual. Hely Tarqüínio (PV) ocupa interinamente a vaga da ministra no Legislativo.

Haverá ainda uma novidade externa: a deputada Ana Paula Siqueira (Rede) se filiará ao PT para buscar a reeleição.

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