Com 3.407 escolas estaduais e mais de 20 mil contas bancárias abertas por essas instituições apenas no Banco do Brasil, Minas Gerais vai fechar mais de 7 mil contas e centralizar a gestão financeira das unidades em um novo sistema digital.
A plataforma, desenvolvida pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e implantada pela Secretaria de Estado de Educação (SEE-MG), busca reduzir a dispersão de recursos e facilitar o controle do dinheiro público nas escolas.
Criado para descentralizar os repasses de recursos, o modelo atual de Caixa Escolar levou à pulverização das contas. Além das abertas no Banco do Brasil, há registros, ainda, em outras instituições, como Caixa Econômica Federal e Itaú, que já administraram a folha de pagamento do governo mineiro em períodos anteriores.
Com a mudança, cada escola passará a operar quatro contas bancárias, uma para cada subprograma: Geral, Obras, Alimentação Estadual e Alimentação Federal. O total, considerando as 3.407 escolas, cairá para 13.628 contas, todas no Banco do Brasil e sem custo para as unidades.
Gestão mais controlada
O novo sistema, segundo a SEE, vai ampliar o controle sobre o uso do dinheiro público, evitando que valores fiquem parados ou se percam em contas pouco movimentadas. Por meio dele, será possível, ainda, prestar contas e apresentar orçamentos.
O objetivo é simplificar o acompanhamento das movimentações financeiras e permitir uma visão consolidada das receitas e despesas.
A SEE informou que as escolas continuarão com autonomia para aplicar os recursos, mas sob um modelo mais transparente e rastreável. A Fundação Getúlio Vargas oferecerá suporte técnico e treinamento aos diretores.
Implantação e capacitação
A nova plataforma foi apresentada nesta quinta-feira (16) à comunidade escolar, durante formação virtual com 4.362 gestores escolares. O número de participantes foi considerado alto, já que a semana é de recesso escolar.
O treinamento abordou o primeiro acesso ao sistema, criação de login e senha, e o funcionamento das quatro novas categorias financeiras.
O processo começou há cerca de um mês, com capacitações nas Superintendências Regionais de Ensino (SREs) e um projeto-piloto em sete escolas, que testaram as funcionalidades da ferramenta.