Dirigentes do PT mineiro esperam aproveitar uma visita ao estado do presidente nacional do partido, Edinho Silva, no próximo fim de semana, para uma conversa presencial sobre os rumos da sigla na eleição deste ano. Como O Fator já mostrou, lideranças petistas em solo mineiro têm mostrado descontentamento com o fato de as articulações sobre a montagem do palanque local do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estarem centralizadas em Brasília (DF).
Edinho estará em Minas para participar de um dos atos relacionados à despedida da correligionária Marília Campos da prefeitura de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). O evento, marcado para domingo (29), acontecerá três dias após Marília transferir o comando do Executivo municipal para o vice, Ricardo Faria, do PSD.
Até aqui, a participação do PT mineiro nos debates sobre a construção do palanque de Lula têm acontecido de modo protocolar — e virtualmente. Em 10 de março, Edinho se reuniu com colegas de partido por meio de chamada de vídeo para afirmar que o senador Rodrigo Pacheco, ainda no PSD, teria topado concorrer ao governo do estado.
A confiança do dirigente vai de encontro à cautela defendida por aliados de Pacheco. O discurso do grupo do senador é que não há martelo batido e que é preciso, prioritariamente, resolver a questão partidária. A lista de opções, neste momento, tem União Brasil e PSB, visto com reservas pelo ex-presidente do Congresso Nacional, que prefere uma agremiação ao centro do espectro político.
Embora aliados de Pacheco mantenham o União Brasil no radar, dirigentes da federação formada entre o partido e o PP garantem que a coalizão apoiará a reeleição do governador Mateus Simões (PSD). Na quinta-feira (19), o senador Ciro Nogueira (PI), que preside o diretório nacional do PP, disse a O Fator que a decisão de aderir à campanha de Simões já está tomada.