Por que os presidentes da Copasa e do TCE se reuniram nessa terça-feira (25)

Fernando Passalio e Durval Ângelo estavam acompanhados pelo advogado-geral do Estado e pelo procurador-geral da Corte
Fachada TCE-MG
A sede do TCE, em Belo Horizonte. Foto: Divulgação/TCE

O presidente da Copasa, Fernando Passalio, se reuniu nesta terça-feira (25) com o presidente do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), Durval Ângelo, e com o Advogado-Geral do Estado, Fábio Nazar, para tratar da mesa de conciliação sobre a prestação de serviços de esgotamento sanitário em municípios que já possuem concessão de água com a companhia. O procurador-geral do TCE, Gustavo Milânio, também participou do encontro.

A pauta não teve relação com a determinação do conselheiro Agostinho Patrus, emitida na segunda-feira (24), que intimou Passalio a prestar esclarecimentos sobre possível monitoramento de autoridades contratado pela estatal. O conselheiro não participou da reunião.​

Em conversa com O Fator, Durval Ângelo explicou que Passalio e Nazar foram ao tribunal para apresentar explicações sobre a instalação de serviços de esgoto em 297 municípios onde a Copasa já atua no abastecimento de água.

“Ele veio aqui discutir e trazer as explicações que estão sendo pedidas sobre a mesa de conciliação para eles, naqueles 297 municípios, assumirem a questão do esgoto também”, afirmou o presidente do TCE-MG.

Durval destacou que a ampliação do serviço pela Copasa é estratégica para o estado, já que empresas privadas tendem a não ter interesse em operar nesses locais. “São municípios pequenos, que muitas vezes uma empresa privada não se interessaria pelo esgoto. Se interessar, o custo vai ser altíssimo. Nós entendemos que isso fortalece Minas”, disse.

Monitoramento ficou fora da pauta

O presidente do TCE-MG afirmou que a representação sobre o possível monitoramento de autoridades não foi discutida. “Nem toquei, nem houve conversa nenhuma sobre o monitoramento. Não era o assunto da reunião”, declarou.

Segundo ele, caso o tema fosse abordado, o relator da matéria teria que estar presente. “Se eles viessem conversar isso, eu teria que chamar o Agostinho. Mas não houve provocação sobre o assunto, eu também não provoquei”, completou.

As questões técnicas levantadas no encontro serão encaminhadas ao conselheiro Agostinho Patrus, relator da matéria sobre a mesa de conciliação.

A determinação de Agostinho

Na segunda-feira, Agostinho Patrus intimou o presidente da Copasa a apresentar documentos sobre a contratação da consultoria Ernst & Young (EY) no prazo de 72 horas.​

A determinação atende a uma representação de 18 deputados estaduais que questionam possíveis irregularidades no processo de desestatização da companhia. Os parlamentares apontam que membros do TCE-MG, do Judiciário, da Assembleia Legislativa e da imprensa teriam sido incluídos em um monitoramento contratado pela Copasa, chamado de Projeto Bolt.​

Entre os documentos requisitados estão cópias do contrato com a EY, relatórios mensais, fichas de monitoramento e informações sobre eventual acompanhamento de autoridades públicas.​

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