O PL de Minas Gerais se prepara para receber, nesta semana, o aval da cúpula nacional do partido à pré-candidatura ao Senado do deputado federal e presidente do diretório estadual, Domingos Sávio.
O anúncio será feito pelo senador Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato ao Palácio do Planalto, após visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele passou a falar sobre as decisões eleitorais do partido no lugar do presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, e deve fazer o anúncio em entrevista ou por meio das redes sociais.
Essa deve ser a única oficialização do PL sobre a eleição em Minas até maio, uma vez que a agremiação mantém em aberto as tratativas para o governo do estado e pretende utilizar a outra vaga ao Senado para negociar a formação de coligação com um partido aliado.
O intuito é que ele continue anunciando, semanalmente, deliberações do PL em estados-chave, como estratégia para ampliar a pré-campanha. No fim de fevereiro, por exemplo, divulgou os nomes que vão representar o bolsonarismo nas disputas pelo governo e pelo Senado no Rio de Janeiro e em Santa Catarina.
O caso do Rio de Janeiro, inclusive, é utilizado por interlocutores do PL como forma de explicar a situação mineira. O entendimento é que ainda não há, no estado, um ambiente de alianças suficientemente maduro para fazer um anúncio em bloco, como Flávio fez em terras fluminenses. Por lá, ele oficializou, de uma só vez, as pré-candidaturas de Douglas Ruas (PL) ao governo e de Márcio Canella (União Brasil) e Cláudio Castro (PL) ao Senado.
Como mostrou O Fator, Domingos Sávio deve se licenciar da presidência estadual do partido para se dedicar à pré-candidatura ao Senado após o encerramento da janela partidária, que começa em 6 de março e tem duração de 30 dias.
Nesse cenário, a condução do PL mineiro ficará a cargo de uma gestão compartilhada entre o deputado federal Zé Vitor e o ex-deputado federal José Santana, que já presidiu a legenda em Minas e hoje é presidente de honra do diretório estadual.
Alternativas
Ao mesmo tempo em que a confirmação da pré-candidatura de Domingos Sávio é tida como certa, uma ala mais ideológica da sigla defende, desde o ano passado, que a outra vaga também fique com o PL. Essa possibilidade, contudo, não tem sido aceita pela cúpula da agremiação na capital federal.
Outros nomes que já se colocaram à disposição para disputar o Senado pelo PL são o deputado federal Eros Biondini e o deputado estadual Cristiano Caporezzo, que se fia na proximidade com Eduardo Bolsonaro para concorrer ao cargo de senador.
Governo de Minas
Com a negativa do deputado federal Nikolas Ferreira em pleitear o governo mineiro, o partido está em frente a um cenário embaralhado e estuda composições. Uma delas seria com o vice-governador, Mateus Simões (PSD).
Essa aliança, contudo, dependeria de uma desistência do governador Romeu Zema, do Novo, de disputar o Palácio do Planalto para apoiar Flávio Bolsonaro, hipótese em que ele integraria a chapa como candidato a vice-presidente.
Outro partido visado é o Republicanos, com o senador Cleitinho Azevedo como opção prioritária para concorrer ao comando estadual. Se o parlamentar recuar, o plano B é o presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão.
Outra possibilidade ventilada no PL estadual é a de ter um nome próprio para a corrida, como o do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, que pretende se filiar ao partido ainda neste mês.