A menos de dois meses para a eleição da próxima Mesa Diretora, marcada para 12 de dezembro, uma tese já conta com a adesão da maioria dos vereadores belo-horizontinos. O enfrentamento de duas chapas no pleito de janeiro de 2025 é visto hoje, por diferentes grupos da Câmara Municipal (CMBH), como um desgaste político “desnecessário”.
Na ocasião, Juliano Lopes (Podemos) venceu Bruno Miranda (PDT) por 23 votos contra 18 na disputa pelo comando do Legislativo municipal.
A construção que ganha mais força desta vez é a consolidação de um grupo de consenso entre os parlamentares mais próximos ao prefeito Álvaro Damião (União Brasil) e os integrantes da Família Aro, grupo ligado ao ex-secretário de Estado Marcelo Aro. No ano passado, Juliano era o candidato de Aro, enquanto Miranda foi lançado pela base do ex-prefeito Fuad Noman (PSD) na Câmara.
Confirmada a aliança, selada quando Damião assumiu a definitivamente a gestão municipal, em abril de 2025, a conta de aliados do prefeito é que a coalização já contaria com a chancela de pelo menos 24 dos 41 vereadores.
Nos corredores do edifício-sede da Prefeitura, os nomes de Diego Sanches (Solidariedade) e Helinho da Farmácia (PSD) são tidos como os preferidos da administração. Wanderley Porto (PRD) e Irlan Melo (PL), por sua vez, se articulam na CMBH para viabilizar o apoio da maioria de seus pares.
Como mostrou O Fator, Damião ainda busca um nome de sua confiança para encampar a candidatura oficial à sucessão de Juliano Lopes (Podemos).
