Prefeitura de BH nomeia novos integrantes do Conselho de Ética Pública, que julga denúncias internas

Membros do colegiado foram indicados pelo prefeito Álvaro Damião (União) e nomeados nesta terça-feira
Fachada da Prefeitura de BH
O novo conselho terá o mandato de dois anos Foto: Guilherme Peixoto/O Fator

A Prefeitura de Belo Horizonte publicou, nesta terça-feira (27), a designação dos novos integrantes do seu Conselho de Ética Pública para o mandato 2025/2027. O órgão é responsável por analisar e julgar denúncias de irregularidades administrativas envolvendo membros da alta administração municipal.

A nova composição, já empossada, conta com os seguintes advogados:

  • Lázaro Samuel Gonçalves Guilherme (titular);
  • Carla Silene Cardoso Lisbôa Bernardo Gomes (titular);
  • Bruno de Almeida Oliveira (titular) e Vitor Amaral Medrado (suplente);
  • Marcelo Matos de Oliveira (titular) e Dimer Azalim do Valle (suplente).

O colegiado assume as funções que, até 16 de abril de 2025, eram exercidas pelos ex-membros: José Geraldo de Oliveira Prado (titular) e Fádua Hamdan de Matos Bayão (suplente); Marina Pimenta Madeira (titular) e Vânia Lopes Lisa (suplente); Nadim Elias Donato Filho (titular) e Paulo Roberto Elias Mansur (suplente); além de José Sad Júnior (titular).

A última reunião registrada do Conselho de Ética Pública ocorreu há mais de dois anos, em 10 de maio de 2023.

Atribuições

O Conselho de Ética Pública é vinculado diretamente ao Prefeito de Belo Horizonte. Suas competências estão dispostas no artigo 17 do Código de Ética do Agente Público Municipal e da Alta Administração Municipal. Entre suas atribuições estão:

  • Receber e apurar denúncias envolvendo integrantes da alta administração;
  • Instaurar processos e sindicâncias de ofício sobre fatos ou atos que possam violar normas éticas;
  • Conhecer e deliberar sobre consultas, denúncias e representações relativas a condutas da alta administração;
  • Decidir em primeira instância e em grau de recurso, conforme o nível hierárquico do agente envolvido;
  • Elaborar e aprimorar normas relacionadas ao Código de Ética;
  • Responder consultas e dúvidas de interpretação sobre as normas;
  • Encaminhar à Corregedoria-Geral do Município denúncias que demandem apuração disciplinar;
  • Dar publicidade ao Código de Ética e elaborar seu próprio Regimento Interno, bem como aprovar os regimentos das comissões de ética.

O novo conselho terá o mandato de dois anos para cumprir essas atribuições, promovendo a análise de possíveis infrações e contribuindo para o aprimoramento dos padrões éticos na administração municipal.

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