A federação formada por Psol e Rede Sustentabilidade avalia a possibilidade de apoiar o ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT) na disputa pelo governo de Minas Gerais.
Segundo apurou O Fator, a ideia é encampada por nomes como a deputada federal Duda Salabert, que deixou o PDT rumo ao Psol, e a ex-deputada federal e pré-candidata a senadora Áurea Carolina, também do Psol. Na Rede, cujo porta-voz nacional é Paulo Lamac, vice-prefeito de Belo Horizonte no primeiro mandato de Kalil, também há simpatia à ideia.
A costura ainda é incipiente. Kalil se filiou ao PDT em outubro do ano passado e, desde então, conversa com partidos sobre a formação de alianças.
Ao contrário de 2022, quando concorreu com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desta vez o ex-prefeito não deve caminhar com o PT. A legenda tem como prioridade convencer o senador Rodrigo Pacheco, de malas prontas para o PSB, a entrar no jogo da sucessão estadual.
Em 4 de fevereiro, o presidente nacional pedetista, Carlos Lupi, chegou a afirmar ter recebido, durante reunião com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, o compromisso de apoio a Kalil na eleição. O dirigente petista rebateu e afirmou que o encontro não serviu para tratar da montagem de palanques locais.
No mesmo dia, Kalil foi às redes sociais comentar a situação.
“No meu palanque só sobe quem eu quiser”, escreveu.
Atritos acumulados
Desde o fim da eleição de 2022, os diálogos entre os petistas e o ex-prefeito esfriaram. Kalil recebeu Edinho Silva em sua casa no fim do ano passado, mas a reedição da aliança é tratada como “muito improvável” entre dirigentes do partido no estado.
O distanciamento, a propósito, também acontece na relação entre as pré-candidatas de PT e Psol ao Senado Federal por Minas. Como O Fator já mostrou, a ex-prefeita de Contagem Marília Campos não sinalizou positivamente a sondagens do grupo de Áurea Carolina sobre eventual dobradinha.
Empecilho judicial
Kalil perdeu os direitos políticos por cinco anos a partir de decisão proferida no ano passado pelo juiz Danilo Couto Lobato Bicalho, da 3ª Vara da Fazenda Pública Municipal.
O magistrado entendeu que o ex-prefeito se omitiu em garantir o cumprimento de uma decisão judicial definitiva que determinava a reabertura de ruas e uma praça no bairro Mangabeiras III, área conhecida como Clube dos Caçadores. A sentença também proibiu Kalil, pelo mesmo período, de contratar com o poder público ou receber benefícios fiscais e creditício.
O caso chegou ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) em fevereiro, depois que a defesa do pedetista apresentou recurso.