Quatro trocas em dois meses: Zema começa 2025 com mudanças em série no secretariado

Governador de Minas precisou encontrar substitutos para alguns de seus mais próximos interlocutores
O governador Romeu Zema
Zema já encontrou substitutos para secretários que deixaram os cargos. Foto: Cristiano Machado/Imprensa MG

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), começou 2025 com o desafio de encontrar substitutos para alguns dos secretários de quem é mais próximo. A ida de Luiz Otávio de Oliveira Gonçalves para a Casa Civil na vaga de Marcelo Aro (PP), agora chefe da Secretaria de Estado de Governo, foi a quarta troca ocorrida nestes dois primeiros meses do ano.

Além das mudanças na Casa Civil e na pasta de governo, houve mexidas nos setores de Desenvolvimento Econômico e Planejamento e Gestão. Na primeira área, Fernando Passalio deu lugar a Mila Corrêa da Costa, enquanto na instância de Planejamento, Luísa Barreto abriu espaço para Sílvia Listgarten Dias

As saídas de Passalio e Luísa do secretariado estão, de certa forma, ligadas à situação fiscal do estado. Ela assumiu a presidência da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemge) a fim de preparar a subsidiária Companhia de Desenvolvimento (Codemig) para uma eventual federalização a reboque do Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag). Ele, por seu turno, será o presidente da Companhia de Saneamento (Copasa), estatal cuja proposta de venda de ações foi entregue à Assembleia Legislativa em novembro do ano passado.

Apenas uma saída a pedido

A única mudança a pedido de um secretário aconteceu na pasta de Governo. O deputado estadual Gustavo Valadares (PMN), à frente da pasta desde julho do ano retrasado, solicitou a exoneração a fim de retornar à Assembleia. Com a decisão de Valadares, Marcelo Aro assumiu o posto e, inicialmente, conciliou a nova função às demandas da Casa Civil.

Com as novas mudanças no primeiro escalão, o governo Zema chegou a 25 trocas no secretariado desde o início da gestão, em 2019.

De lá para cá, a pasta que mais teve titulares foi a de Governo. Antes de Valadares e Aro, três nomes ocuparam o assento. O primeiro, Custódio Mattos, exerceu a função de janeiro a agosto de 2019. Depois, veio o ex-deputado Bilac Pinto, que ficou de agosto de 2019 a março de 2020. 

Quando Bilac pediu exoneração, decidida em meio a uma crise do Executivo com as forças de segurança pública, Igor Eto assumiu o cargo de secretário de Governo. Hoje nos quadros do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Eto permaneceu no comando da pasta até julho de 2023, quando Gustavo Valadares foi chamado para substituí-lo. Durante a gestão Eto, houve um breve período em que a pasta ficou sob as ordens de Juliano Fisicaro, então componente da equipe da Segov. A interinidade de Fisicaro aconteceu porque Eto se licenciou do cargo para coordenar a campanha de Zema à reeleição.

Já a pasta de Planejamento e Gestão inicia a quinta diferente era. Além de Luísa Barreto, que passou duas vezes pela chefia do setor, a secretaria foi liderada por Otto Levy (janeiro de 2019 a abril de 2021) e Camila Neves (junho a outubro do ano passado).

Na Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa será a quarta titular diferente. Passalio, que assumiu a tarefa em abril de 2021, sucedeu Cássio Azevedo, que ingressou no governo Zema em outubro de 2019. Antes dele, o chefe da pasta era Manoel Vitor de Mendonça. A Casa Civil, por sua vez, era comandada por Marcelo Aro desde a implantação da área, em abril de 2023.

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