A saída do deputado estadual Alencar da Silveira Jr. (PDT) para o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) ainda não foi concretizada, mas seus efeitos já começam a agitar parte dos parlamentares da Assembleia Legislativa (ALMG) na busca por conquistar o espólio eleitoral que o pedetista deixará para 2026.
Cumprindo o oitavo mandato consecutivo na ALMG, Alencar não vai atuar para “encaminhar” sua base a nenhum deputado. “Não tem como fazer isso, as coisas mudaram muito. Quem fala que vai passar base eleitoral pro outro, não consegue passar. Não existe mais curral eleitoral”, argumenta, a O Fator.
Em 2022, Alencar obteve mais de 60 mil votos, tendo sido o candidato mais votado em nove cidades.
“O cara sempre votou em mim. Como eu vou falar pra ele votar em outro agora? Não tem jeito de passar. A internet mudou muito a lógica das eleições. Você pega o Bruno Engler, que teve voto em todas as cidades de Minas mesmo sem ter os cabos eleitorais. Não existe mais essa”, conta.
A indicação de Alencar ao TCE-MG segue para sabatina nesta terça-feira (15) em comissão especial formada para analisar a candidatura. O deputado Noraldino Júnior (PSB) atua como relator, enquanto João Magalhães (MDB), líder do governo Zema na ALMG, preside o comitê. Cássio Soares (PSD) ocupa a vice-presidência. Após a arguição, a matéria vai a plenário, com votação prevista para agosto, após o recesso parlamentar. Setenta e três dos 77 deputados assinam o requerimento que ratifica a indicação do pedetista.
A vaga no TCE-MG surge após aposentadorias de conselheiros em 2021 e 2024, incluindo José Alves Viana, Wanderley Ávila e Mauri Torres. A ALMG tem direito a indicar três conselheiros à Corte. Para as próximas duas vagas, deputados como Sargento Rodrigues (MDB), Ione Pinheiro (União), Gustavo Valadares (PMN), Tito Torres (PSD), Thiago Cota (PDT), Ulysses Gomes (PT) e Arnaldo Silva (União Brasil) já se movimentam para disputar as indicações, em um cronograma ainda sem definição.