O relatório final da PF sobre o caso da Abin paralela, cujo sigilo foi derrubado na tarde desta quarta (18), cita apenas três vezes a palavra “Itaipu”, e nenhuma vez a palavra “Paraguai”.
Em março deste ano, o UOL publicou a notícia “Sob Lula, Abin fez ação hacker contra governo do Paraguai”.
Segundo a notícia, “[a] ação [contra o governo do Paraguai] foi descrita em detalhes em depoimento — obtido com exclusividade pelo UOL — prestado à Polícia Federal por um servidor da Abin que participou diretamente da ação”. Ainda segundo a reportagem do UOL, “[a] investigação faz parte de inquérito que apura desvios da Abin sob a gestão do ex-diretor Alexandre Ramagem”, ou seja, o caso da “Abin paralela”.
No entanto, referências ao Paraguai não constam do relatório final.
Segundo o relatório, o economista João Carlos de Souza Lambach, que faleceu em 2019 e trabalhou em Itaipu, foi um dos monitorados pelo esquema.

Outro monitorado foi Gregory Zanon Pereira. Ele entrou em 2013 em Itaipu como assistente técnico. O Fator não conseguiu localizá-lo, e Itaipu não respondeu imediatamente ao nosso questionamento.