Sem Dandara na disputa, grupo interno do PT mira novo objetivo na eleição do partido

Vitória não seria apenas “moral”, mas também emplacaria um aliado no segundo cargo mais importante do diretório
Dandara Tonantzin
Candidatura de Dandara foi indeferida em razão de uma dívida com o PT em torno de R$ 132 mil. Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Sem mais recursos disponíveis a serem julgados e, consequentemente, sem o nome da deputada federal Dandara Tonantzin na disputa pela presidência do PT mineiro, o grupo ligado ao deputado federal Reginaldo Lopes (PT) mira uma outra “conquista” na eleição interna: indicar o nome que ocupará a Secretaria de Finanças estadual do partido.

Para conseguir o posto, os eleitores de Dandara tentarão eleger o maior número possível de integrantes no diretório estadual e, assim, conquistar o número de cadeiras necessárias para indicar o próximo tesoureiro da legenda em Minas. As eleições serão neste domingo (6).

A vitória não seria apenas “moral”, mas também emplacaria um aliado no segundo cargo mais importante do diretório – a posição que possui a “chave dos cofres” do partido. Caberá ao tesoureiro assinar como os recursos dos fundos partidário e eleitoral da legenda serão utilizados pelos próximos quatro anos.

Nas eleições de 2024, por exemplo, o PT recebeu R$ 620 milhões na divisão nacional do Fundo Eleitoral. Com R$ 887 milhões, o PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi o único partido a receber mais recursos que os correligionários do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A candidatura de Dandara foi indeferida em razão de uma dívida com o PT em torno de R$ 132 mil. A parlamentar alega que efetuou o pagamento. De acordo com a maioria dos membros do diretório e da executiva nacional do partido, entretanto, a quitação do débito ocorreu fora do prazo estabelecido pelas regras do Processo de Eleições Diretas (PED).

A secretaria de Finanças do PT-MG é ocupada atualmente pelo ex-vereador de Montes Claros, Alfredo Ramos. O dirigente é ligado à tesoureira nacional do partido, Gleide Andrade. Nos bastidores, comenta-se que a atuação de Gleide, apoiadora da deputada estadual Leninha para presidente do PT mineiro, foi decisiva nas articulações que resultaram no veto à candidatura de Dandara.

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