O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) visitam o município de Passos, no Sudoeste do estado, nesta quinta-feira (6). Eles vão participar da inauguração de uma unidade da cervejaria holandesa Heineken. O evento não terá a presença do senador Rodrigo Pacheco (PSD), um dos responsáveis por atrair a fábrica para Minas.
Na condição de presidente do Congresso Nacional, em 2022, Pacheco liderou as articulações que resultaram no investimento de R$ 50 milhões na região em que a fábrica foi construída.
A inauguração ocorre em um momento de amplas movimentações no cenário político mineiro. Pacheco é cotado, ao mesmo tempo, para assumir uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF) e para concorrer ao Palácio Tiradentes em 2026. A decisão do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sobre o sucessor do ministro aposentado Luís Roberto Barroso deve ser anunciada nos próximos dias. O concorrente mais forte de Pacheco é o Advogado-Geral da União, Jorge Messias.
A cerimônia no interior mineiro marcará também o reencontro dos primeiros escalões do governo de Minas e do governo federal. As visitas mais recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Alckmin ao estado foram marcadas pelas ausências de Zema e do vice-governador Mateus Simões (PSD). Enquanto o chefe do Executivo estadual é pré-candidato à presidência da República pelo Novo, Simões é pré-candidato ao Palácio Tiradentes.
Em agosto, o governador justificou, em entrevista ao portal Metrópoles, a decisão de não acompanhar as agendas do presidente Lula em Minas.
“Quando há um evento do estado, nós deixamos que as pessoas que queiram ir entrem. Quando é um evento da presidência da República, só entra petista para poder vaiar pessoas do meu governo”, disse.
A nova fábrica da Heineken em Minas recebeu um investimento de R$ 2,5 bilhões e tem capacidade inicial de produzir 5 milhões de hectolitros de cerveja por ano.