Sem tempo de TV, Mateus Simões cogita dobradinha com legenda que pode levá-lo a quase todos os lares de Minas em 2026

Pré-candidato pelo Novo, Simões precisa se aliar a alguma legenda com bom número de deputados para aumentar tempo de propaganda
O vice-governador Mateus Simões
Filiação de Simões amplia disputa interna no PSD. Ministro Alexandre Silveira é um dos nomes do partido mais próximos ao presidente Lula (PT). Foto: Cristiano Machado/Imprensa MG

Mateus Simões (Novo) e PL cogitam dobradinha para o governo de Minas Gerais em 2026. Embora o presidente estadual do PL, o deputado federal Domingos Sávio, negue que tenha havido qualquer convite do atual vice-governador, pré-candidato à sucessão de Romeu Zema, para que o partido integre a chapa que vai disputar o pleito, ele confirmou, a O Fator, que os grupos políticos têm discutido “possibilidades de composição”.

“Tenho ótima relação com Mateus e o PL defende uma aliança da direita para que não haja retrocesso no comando de Minas. Precisamos ter habilidade para que não surja um ‘novo Pimentel’. Estamos dialogando”, diz.

Aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Domingos Sávio é cotado para disputar o Senado Federal pelo PL em 2026.

Com o maior número de deputados na Câmara Federal (foram 99 eleitos em 2022 e atualmente são 90 deputados na legenda), o Partido Liberal é a vedete da direita em 2026. O motivo é simples: quanto maior o número de deputados federais eleitos, maior o tempo de TV. E, apesar das constantes incursões por Minas, Mateus Simões precisa de um partido grande para entrar nos lares mineiros e reforçar a imagem junto ao desconfiado eleitor do estado.

Afinal, o Novo, que elegeu três deputados federais (hoje são cinco), não rompeu a cláusula de barreira e, portanto, entra no bolo de partidos que se acotovelarão para aparecer nos 10% do tempo de TV que são distribuídos de forma igualitária. Os outros 90% são divididos proporcionalmente entre as legendas com maior representatividade, como o PL de Bolsonaro.

Força do ex

Apesar de ser declarado inelegível até 2030, aliás, Bolsonaro continua influenciando de maneira crucial a política de Minas, segundo maior colégio eleitoral do país e, naturalmente, fundamental para as decisões nacionais.

Nesta semana, ele recebeu o senador Cleitinho (Republicanos), acompanhado do deputado Estadual Bruno Engler (PL) e do vereador Vile (PL). Na pauta, as articulações para as eleições de 2026. Cleitinho avalia a possibilidade de disputar o governo do estado. Já Vile tentaria uma vaga no Senado.

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