O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, rendeu elogios ao presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, nesta segunda-feira (27), durante evento que oficializou sua filiação à legenda, em Belo Horizonte. Simões chamou Kassab de “maestro da política nacional” e se referiu ao governador Romeu Zema, do Novo, como “líder”.
“Tenho certeza que os dois (Kassab e Zema) terão um papel muito importante na recuperação do orgulho que temos do Brasil na próxima eleição”, disse, a uma plateia formada por prefeitos, deputados e vereadores do PSD, além de integrantes do governo estadual e aliados de outras siglas.
Durante o discurso, Simões, que é pré-candidato ao governo de Minas em 2026, também elogiou o Novo, seu antigo partido, e voltou a defender a formação de uma frente ampla à direita para a eleição do ano que vem.
“Estamos falando de uma união de partidos. PSD e Novo; PP e União Brasil; Podemos e Solidariedade; Mobiliza, PRD e DC. Já juntos em um projeto, porque sabemos que, juntos por Minas, podemos continuar e aprofundar o que o governador Zema tem feito. O que coroa tudo isso é o equilíbrio do PSD”, pontuou.
Além de Zema e Kassab, assistiram à solenidade, ocorrida em um hotel da Região Nordeste de BH, nomes como o presidente do PSD mineiro, Cássio Soares, o secretário de Estado de Governo de Minas, Marcelo Aro (PP), o deputado federal Antônio Brito (PSD-BA) e o governador sergipano Fábio Mitidieri (PSD).
‘Cinquenta e dois guerreiros’
Ao cumprimentar aliados, Simões também teceu loas aos deputados estaduais da base governista na Assembleia Legislativa (ALMG). O vice-governador chamou de “guerreiros” os 52 parlamentares que, na sexta-feira (24) votaram favoravelmente, em 1° turno, à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que retira a necessidade de referendo popular para a venda da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).
Zema faz menção indireta ao PT
Já Romeu Zema utilizou o discurso para afirmar que a aliança de partidos que se forma em torno de Simões tem o objetivo de impedir a vitória de um candidato apoiado pela legenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Estamos aqui hoje para não deixar que aquela turma, que assaltou Minas Gerais, tenha qualquer chance de governar o estado. Sabemos o estrago que foi feito. Quem era prefeito, vereador ou já acompanhava a política em 2018, lembra muito bem o terror, a catástrofe, que era Minas Gerais”, falou.
