Suposta dívida partidária de candidata a presidente do PT-MG tumultua eleição interna

Versão de aliados aponta erro bancário e uso político do episódio na disputa estadual
O ocorrido deve ser tema de uma reunião da Comissão de Organização Eleitoral (COE), marcada para a próxima segunda-feira (9). Resta saber se o encontro vai jogar água ou gasolina no fogo. Foto: Imagem do SISPED

A eleição para o comando do diretório estadual do PT em Minas Gerais passa por momento de forte tensão. Uma suposta pendência financeira da deputada federal e candidata a presidente, Dandara Tonantzin, passou a ser citada por adversários. O débito, segundo oponentes, poderia motivar o indeferimento da participação dela no pleito.

Fontes ouvidas por O Fator, porém, sustentam outra versão: de que o pagamento da dívida — estimada em cerca de R$ 160 mil — foi feito dentro do prazo permitido, mas estornado pelo banco devido ao valor elevado. A quantia foi posteriormente quitada, com as comprovações apresentadas à Comissão de Organização Eleitoral (COE), o que, segundo aliados, tornaria a deputada apta à disputa.

Ainda assim, o episódio passou a ser debatido – e explorado por adversários, que argumentam que a dívida deveria retirar Dandara da disputa interna. Certo é, entretanto, que todas as chapas que concorrem aos assentos na Executiva estadual precisaram fazer substituições nas nominatas por causa de débitos dos filiados.

A controvérsia ganhou tração após uma imagem do Sistema de Processo de Eleições Diretas (SISPED), em que o status com o registro da candidatura da parlamentar aparece como “o candidato encontra-se irregular: dívida de acordo”, começar a circular em grupos de militantes e filiados do PT.

Outra versão que circula nos bastidores aponta que o nome de Dandara foi retirado não apenas da sua própria chapa, mas também da disputa pela direção nacional do PT – a deputada mineira integra a chapa encabeçada por Edinho Silva, ex-ministro e principal nome na corrida pela presidência do partido. A medida foi atribuída à Secretaria de Organização (SORG), com base em cláusula do regulamento do Processo de Eleições Diretas (PED) que veda a participação de filiados inadimplentes após o dia 29 de maio.

A deputada, que conta com o apoio do deputado federal Reginaldo Lopes, foi alçada como sucessora do atual presidente do PT-MG, Cristiano Silveira, em uma articulação que buscava projetar renovação interna. O gesto recebeu adesões importantes, inclusive de setores ligados ao ex-deputado Virgílio Guimarães — cujo grupo chegou a liberar parte da base que apoia o deputado estadual Ricardo Campos, também pré-candidato. O vereador Pedro Rousseff, coordenador do Movimento PT em Minas, anunciou apoio à deputada na última sexta-feira (30).

O ocorrido deve ser tema de uma reunião da Comissão de Organização Eleitoral (COE), marcada para a próxima segunda-feira (9). Resta saber se o encontro vai jogar água ou gasolina no fogo.

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