Suspensão de Lira adia criminalização da ‘rachadinha’ nas emendas

Projeto estava na pauta da CCJ, que foi cancelada junto com todas as outras comissões
Arthur Lira presidindo o plenário da Cãmara
Arthur Lira nesta quinta (12): projeto da 'rachadinha' só ano que vem. Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A canetada de Lira nesta quinta (12), que fechou todas as comissões da Câmara e deixou aberto apenas o plenário, adiou para ano que vem a votação de um projeto que tipifica o crime de ‘rachadinha’ no orçamento.

O projeto estava na pauta de ontem da CCJ. A sessão foi cancelada.

A proposta é de autoria de Luiz Philippe Bragança (PL-SP) e recebeu parecer favorável de Kim Kataguiri (União-SP).

O texto tipifica como crime “[e]xigir, solicitar ou receber, indevidamente, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, recursos provenientes de emenda ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem”.

Bragança redigiu a proposta em 2021, durante o governo Bolsonaro, depois de ler reportagens mostrando que “a disponibilização do dinheiro envolveu repasses de recursos a parlamentares em troca de apoio político”. Na justificativa do projeto, o deputado não citou casos específicos.

No mês passado a CGU anunciou uma auditoria sobre a aplicação de recursos repassados via “emendas Pix” para ONGs entre 2020 e 2024.

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