O deputado estadual Thiago Cota (PDT), que iniciou o mês como o favorito para assumir a vaga em disputa no Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), confirmou a O Fator, nesta sexta-feira (20), a saída do páreo em prol de uma candidatura única do presidente da Assembleia Legislativa (ALMG), Tadeu Leite (MDB).
“É muito bem-vinda a candidatura do Tadeuzinho, não só para o Parlamento mineiro, mas para todo o estado”, afirmou o parlamentar.
Cota não é o único pretendente ao TCE-MG a abrir mão da candidatura em prol de Tadeu. Nomes como Ulysses Gomes (PT), Tito Torres (PSD) e Ione Pinheiro (União Brasil), que assim como o pedetista já coletavam as assinaturas necessárias para a apresentação de requerimentos oficializando a entrada na disputa, também paralisaram as articulações a fim de reforçar a convergência em torno do emedebista.
Como O Fator mostrou na semana passada, Tadeu passou a ser visto como opção de consenso para preencher uma das vagas no TCE-MG cuja indicação é prerrogativa da Assembleia. O entendimento é que a escolha do chefe do Legislativo evitaria potenciais rachas entre parlamentares, já que deputados de diversas alas da Casa haviam mostrado a intenção de concorrer.
Coleta de assinaturas
Tadeu Leite ainda não se pronunciou oficialmente sobre a indicação ao TCE-MG, mas aliados dão a oficialização da candidatura dele como certa.
Antes do carnaval, mesmo sem ter batido o martelo sobre apresentar ou não o ofício necessário para formalizar o desejo de pleitear um assento na Corte de Contas, ele já havia superado com folga o piso de 16 de assinaturas necessárias para a submissão do documento.
A disputa pelo TCE foi aberta no dia 4 deste mês. A partir dali, os parlamentares passaram a ter 10 dias úteis para coletar as assinaturas necessárias para a apresentação de candidaturas. O prazo vence na terça-feira (24).
Segunda vaga
O Legislativo mineiro tem o direito de apontar quatro dos sete integrantes do TCE. Duas cadeiras vêm sendo provisoriamente ocupadas por conselheiros interinos por causa das aposentadorias de Mauri Torres e Wanderley Ávila.
Depois do fim do processo de indicação atualmente em curso, outra disputa terá de acontecer. A expectativa é que a segunda eleição para a Corte aconteça no segundo semestre deste ano.