Varejo mineiro supera desempenho nacional em maio

Dados do IBGE apontam alta nas vendas em Minas Gerais enquanto o varejo restrito brasileiro recua no comparativo mensal
As projeções da Fiemg para 2025 indicam crescimento de 1,6% no volume de vendas do varejo restrito em Minas e de 1,7% no Brasil. Foto: Agência Brasil
As projeções da Fiemg para 2025 indicam crescimento de 1,6% no volume de vendas do varejo restrito em Minas e de 1,7% no Brasil. Foto: Agência Brasil

O comércio varejista de Minas apresentou desempenho superior ao nacional em maio de 2025, tanto no varejo restrito quanto no ampliado. Segundo levantamento da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) com base em dados do IBGE, as vendas no varejo restrito mineiro cresceram 0,3% em relação a abril, enquanto o varejo ampliado — que inclui automóveis e materiais de construção — avançou 0,9%. No mesmo período, o varejo restrito nacional registrou queda de 0,2%, e o ampliado subiu 0,3%.

Na comparação com maio de 2024, Minas Gerais teve aumento de 1,1% no varejo restrito e retração de 1,2% no ampliado. Nacionalmente, o varejo restrito cresceu 2,1% e o ampliado, 1,1%. Entre os segmentos que mais contribuíram para o resultado mineiro no mês, destacam-se artigos farmacêuticos (alta de 12,2%), tecidos, vestuário e calçados (14,1%) e móveis e eletrodomésticos (7,9%).

Por outro lado, houve queda nas vendas de outros artigos de uso pessoal e doméstico (-10,4%) e de equipamentos para escritório (-47,9%). No Brasil, os principais crescimentos foram observados em produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,2%), artigos farmacêuticos (5,5%), móveis e eletrodomésticos (7%) e tecidos, vestuário e calçados (7,1%), enquanto combustíveis e lubrificantes (-0,6%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,4%) apresentaram retração.

No acumulado de janeiro a maio de 2025, o varejo restrito em Minas Gerais cresceu 1,9% e o ampliado, 0,4%. Os destaques positivos no estado foram produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,2%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (3,9%), artigos farmacêuticos (2,5%) e tecidos, vestuário e calçados (4,7%). O segmento de equipamentos para escritório registrou queda de 39,6%.

No cenário nacional, o varejo restrito e o ampliado avançaram 2,2% e 1,1%, respectivamente, com destaque para produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,8%), artigos farmacêuticos (3,7%), móveis e eletrodomésticos (4,9%) e tecidos, vestuário e calçados (5,4%). Livros, jornais, revistas e papelaria (-2,9%) e equipamentos para escritório (-1,0%) tiveram desempenho negativo.

As projeções da Fiemg para 2025 indicam crescimento de 1,6% no volume de vendas do varejo restrito em Minas Gerais e de 1,7% no Brasil. O cenário, porém, é de moderação, influenciado por política monetária restritiva, inflação acima do teto da meta e incertezas no ambiente internacional, como as políticas comerciais dos Estados Unidos e o redirecionamento de excedentes chineses para o mercado brasileiro, fatores que aumentam a concorrência e limitam o avanço do setor.

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