Vereadores da base de Damião defendem tarifa zero três dias depois de secretário criticar projeto

Vice-líder e vereadora assinaram coluna defendendo o projeto de gratuidade; chefe da pasta de Governo havia sinalizado contra
Foto mostra ônibus que circulam em BH
Atualmente, o projeto aguarda parecer da Comissão de Orçamento e Finanças Públicas da Câmara. Foto: Rodrigo Clemente/PBH

Uma coluna de opinião assinada pelo vice-líder do governo na Câmara, vereador Helton Júnior (PSD), pela vereadora Michelly Siqueira (PRD), também integrante da base governista, defendeu a gratuidade no transporte coletivo poucos dias depois do secretário de Governo da prefeitura, Guilherme Daltro, ter se mostrado contrário à proposta. Os dois vereadores assinaram o texto ao lado do urbanista e professor universitário Roberto Andrés, e argumentam que a tarifa zero é viável e traria benefícios econômicos e sociais para a cidade, como aumento da circulação de pessoas, estímulo ao comércio e maior acesso a serviços públicos.

Em contraponto, o secretário Daltro manifestou abordagem diferente em entrevista à rádio 98 News na terça-feira (29). Ele afirmou que não há objeção ideológica da prefeitura ao projeto, mas destacou a ausência de estudos técnicos robustos para sustentar a tarifa zero. Segundo Daltro, a proposta envolve quase R$ 3 bilhões anuais e apresenta dúvidas sobre viabilidade financeira, especialmente pelo impacto projetado para empresas, inclusive pequenas, e pelo potencial risco de saída de empresas da cidade.

O projeto em discussão, o PL 60/2025, prevê implementação da tarifa zero em até quatro anos e sugere a criação de uma Taxa de Transporte Público (TTP), paga por empregadores com mais de nove funcionários – pequenos negócios ficariam isentos. Os recursos seriam direcionados ao Fundo Municipal de Melhoria da Qualidade e Subsídio ao Transporte Coletivo, sem desconto na folha dos trabalhadores.

Atualmente, o projeto aguarda parecer da Comissão de Orçamento e Finanças Públicas da Câmara, que solicitou esclarecimentos à prefeitura sobre custos, projeções de arrecadação e impactos econômicos e tributários do modelo. A votação em plenário dependerá do apoio de dois terços dos vereadores (28 dos 41) e, se aprovado, seguirá para nova análise de emendas antes da deliberação final.

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