Wagner Ferreira busca consenso para ficar no PV e concorrer a deputado em 2026

Acusado de infidelidade partidária, vereador de BH prepara recurso interno para questionar suspensão da legenda
Wagner Ferreira
Vereador foi eleito pela primeira vez pelo PV em 2024. Nas eleições de 2020, concorreu pelo PDT. Foto: Tatiana Francisca/CMBH

Suspenso pela direção estadual do Partido Verde (PV) desde 1º de abril, o vereador belo-horizontino Wagner Ferreira se articula para permanecer na legenda. Diante da punição, Ferreira tem até 15 de maio para apresentar sua defesa à comissão de ética do PV e provar que não cometeu infidelidade partidária.

O distanciamento entre Ferreira e o PV começou na eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH). O vereador foi um dos principais articuladores da campanha que levou Juliano Lopes (Podemos) à presidência do Legislativo municipal. A orientação do PV era em apoio ao candidato derrotado, Bruno Miranda (PDT).

O segundo capítulo do desgaste — e da consequente acusação de infidelidade — aconteceu no final de março, quando o vereador ingressou na “Família Aro”, grupo político liderado pelo secretário de Estado de Governo, Marcelo Aro (PP).

Nesta quarta-feira (30), Wagner Ferreira disse a O Fator que não vê motivos para ser expulso ou seguir suspenso do partido. O parlamentar não descarta, inclusive, disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa pelo PV em 2026.

“Estou na base do prefeito Álvaro Damião (União Brasil), que é a posição oficial do PV. E todas as minhas votações no plenário da Câmara sempre foram alinhadas aos demais parlamentares progressistas”, afirmou.

Procurado pela reportagem, o presidente estadual do PV, Osvander Valadão, limitou-se a informar que prefere esperar pela argumentação que será apresentada pelo vereador à comissão de ética.

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