Desde novo fui – e ainda sou – um prato cheio para zoações e zombarias, principalmente quando criança. Fui um garoto obeso, e apelidos como “rolha de poço” e “orca, a baleia assassina”, eram frequentes.
Adulto, já não mais obeso, mas gordo, perdi o cabelo. Daí, virei “Kojak”, “pouca telha” e outras gracinhas por causa da calva. Ou seja: gordo e careca. Só faltava ser… judeu! Pronto. Gordo, careca e “mão de vaca”.
Hoje, ainda gordo, careca e judeu, sou velho. Gagá! Múmia! Minha sorte é que o Galo mudou de patamar, do contrário, “sofredor”. Se bem que isso ninguém jamais irá tirar do atleticano. O jogo de domingo, contra o Grêmio, que o diga.
Luta contra a genética
Assisti, há pouco, um vídeo do vice-governador – ou melhor, do governador, já que o titular só pensa naquilo (2026) -, respondendo, de forma extremamente elegante como é de seu feitio, a uma deputada do PT que ironizou sua perda de peso.
Mateus, como eu, briga com a balança desde que nasceu, e só gente como a gente sabe o inferno que é isso. Já há alguns meses, o “professor” vem emagrecendo e a mudança no visual é incrível. Para melhor, claro. Mais novo, mais altivo.
Daí, a parlamentar, Andreia de Jesus, achou por bem mandar essa: “Perdeu peso, mas agora tem que correr atrás de uma gordurinha para pagar os 20% do Propag”. Negra, cabelo afro, longe de ser magrinha, a deputada deve conhecer bullying.
Duplo padrão moral
O mais chocante é que, como estamos – eu principalmente – carecas de saber, a esquerda é a rainha da patrulha dos “direitos humanos”, de xenofobia, de homofobia e quaisquer formas de preconceito. No que faz muito bem, aliás, ainda que exagere bastante.
Nesse sentido, correto Mateus em arguir: “Se não quebraram minha moral quando era adolescente, o tema não vai me desestabilizar agora. Fico pensando como seria o contrário e eu tivesse feito um comentário qualquer sobre qualquer detalhe físico da senhora.”
Além de certeiro, foi uma colocação genuinamente sem rancor, apenas como forma de expor a incoerência da ideologia que a deputada exerce. Aliás, como esquecer que o ministro do STF, Flávio Dino, ex-PCdoB, processou um youtuber por chamá-lo de “gordola”?
Não se avexe, Mateus! Os gordos, unidos, jamais serão vencidos, hehe. Vou chamar o Dino pra chorar com “nóis”.