E não é que Lula, definitivamente, desistiu de pensar no Brasil e nos brasileiros e decidiu transformar Donald Trump em seu falso inimigo pessoal, já que a finalidade da rinha político ideológica é tão somente as eleições presidenciais de 2026?
Sim. O presidente brasileiro – não por estratégia diplomática ou comercial, mas por mero cálculo eleitoral doméstico – atua dia sim, outro também, com vias a manter acesa a chama da alopragem alaranjada do bufão americano.
Trump impôs tarifas absurdas a produtos brasileiros e sanções indevidas a autoridades do país. Qualquer governo minimamente responsável buscaria canais de negociação, por mais insano e radical que fosse o interlocutor oponente.
Quanto pior, melhor
Mas Lula, não. Preferiu dobrar a aposta: chamou Trump de mentiroso, disse que não vai se humilhar, que não irá ligar, que não precisa se rebaixar etc. Um discurso perfeito para palanques internos, mas suicida para a economia nacional.
Enquanto México, China e União Europeia abrem brechas de diálogo e negociam, o Brasil se isola. Lula faz cara de “defensor da soberania”, mas é só encenação. Prefere posar de líder altivo diante de sua militância a tentar resolver a encrenca.
É a mesma lógica de sempre: jogar para a plateia e deixar a conta para o contribuinte. O resultado é previsível: nenhum acordo à vista, sanções mantidas e prejuízo crescendo. Não apenas para os exportadores, diga-se de passagem.
Fogo no parquinho
Ao anunciar medidas de auxílio, o governo já indica aumento do rombo fiscal. Ato contínuo, aumento de juros, inflação etc. e tal. No fundo, Lula precisa de Trump como substituto de Bolsonaro. O problema é que essa retórica tem custo. E não é ele quem paga.
O vilão externo, o imperialista arrogante, o republicano odiado por quase todo o mundo pensante é a tábua de salvação para um eterno candidato velho, cansado, mofado e cada vez mais danoso ao país. Trump surgiu melhor que encomenda.
O interesse de Lula é apenas se reeleger. O do Brasil, preservar empregos, exportações e relevância internacional. Entre um e outro, o chefão do PT escolheu o que lhe convém. Como sempre. Apertem os cintos, o kamikase está no comando. Outra vez