Te cuida, Lula! Damião parte para mais uma viagem internacional

Com apenas dois meses e uma semana de mandato, nesse ritmo intenso o prefeito de BH tem tudo para rivalizar com o presidente
O prefeito de BH, Álvaro Damião
O prefeito de BH, Álvaro Damião. Foto: Rodrigo Clemente/PBH

Somente neste terceiro mandato, o presidente Lula coleciona 49 viagens internacionais a 34 países, incluindo os importantíssimos São Vicente e Granadinas, São Tomé e Príncipe, Honduras, Guiana e Etiópia. Segundo a “não muito confiável” plataforma digital Wikipedia, somando-se os dois mandatos anteriores, o nosso “pai dos pobres” já passeou 140 vezes pelo mundão de meu Deus afora.

Perguntado no fim de semana, na França, palco de mais um roteiro by Janjatour sobre gastos, Lula afirmou: “Nesta viagem aqui, de vez em quando as pessoas perguntam quanto a gente está gastando. Eu não sei quanto eu estou gastando porque não cuido disso, mas sei o quanto estou levando de volta para o Brasil”. Bem, que declare à receita o que está trazendo, ou fará companhia ao casal Bolsonaro.

Viagens diplomáticas e comerciais, por óbvio, são importantes e necessárias, sim, a qualquer país pretensamente desenvolvido. O alvo das críticas – ao menos as minhas -, contudo, é a qualidade dessas viagens, seus custos e, principalmente, o proveito. Mormente quando em companhia de comitivas gigantescas, com apaniguados e aliados políticos que não têm nada a ver com os propósitos que citei.

Viajar é preciso

Pois bem. Álvaro Damião, prefeito de Belo Horizonte, iniciou efetivamente seu mandato após a lamentável morte do nosso querido Fuad Noman. E iniciou bem! Aliás, foi objeto de recente artigo meu, neste mesmo espaço. Porém, chama a atenção mais uma viagem internacional do chefe do Executivo da capital mineira, a terceira, a Israel. Anteriormente, Damião já visitou Peru e Alemanha.

No caso do país andino, participou de um fórum do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) sobre Parcerias Público-Privadas (PPPs). Já na Alemanha, convidado pela Representação Diplomática alemã em BH, foi conhecer – ou reconhecer – o país. Aproveitou a coincidência e se mandou para Munique, para assistir à final da Champions, entre Paris Saint Germain (PSG) e Inter de Milão.

Já a visita a Israel, a desculpa – ops!, o motivo – é aprender sobre “segurança pública”, o que é inusitado, pois não cabe ao município o tema, mas sim ao estado e à própria União. Com apenas dois meses e uma semana de mandato, nesse ritmo intenso o prefeito de BH tem tudo para rivalizar com o presidente Lula e poderá, se assim quiser, fundar sua própria Janjatour. Já deixo a dica: Bacana Demais Turismo.

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